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Mulher é localizada com vida após passar cinco dias presa em cisterna no sudoeste da Bahia

Eva Ribeiro, de 43 anos, estava desaparecida desde o final de maio; ela foi encontrada em área rural e segue internada em estado de debilidade física.

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Redação 360 Notícia
5 de junho de 2026 às 15:003 min
Mulher é localizada com vida após passar cinco dias presa em cisterna no sudoeste da Bahia
Foto: Reprodução
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Uma mulher de 43 anos foi resgatada após sobreviver cinco dias isolada dentro de uma cisterna em Candiba, na Bahia. Encontrada em estado debilitado, ela segue internada em Guanambi enquanto a polícia investiga as causas do incidente.

Uma operação de busca que mobilizou autoridades e moradores do sudoeste baiano terminou com um desfecho surpreendente e milagroso na última quinta-feira (4). Eva Ribeiro, uma mulher de 43 anos que estava desaparecida há quase uma semana, foi localizada com vida no interior de uma cisterna na zona rural do município de Candiba. O resgate marca o fim de uma agonia que durou cinco dias para a família e levanta questões sobre as circunstâncias que levaram a vítima a ficar confinada no reservatório de água durante tanto tempo sem qualquer auxílio externo ou alimentação.

O desaparecimento de Eva foi registrado oficialmente no dia 30 de maio, gerando uma onda de preocupação na comunidade local. Antes de sumir completamente, ela foi captada por sistemas de monitoramento por câmeras instalados em vias públicas da cidade. Os registros indicavam que a mulher caminhava sozinha pelas ruas de Candiba por volta de 1h30 da madrugada. Após esse último rastro visual, o paradeiro de Eva tornou-se um mistério completo, motivando a Polícia Civil e voluntários a iniciarem uma varredura intensiva tanto no perímetro urbano quanto nas extensas áreas de fazendas que circundam a região.

A localização ocorreu apenas na quinta-feira, quando um homem que auxiliava voluntariamente nas buscas passava por uma propriedade rural. Ao verificar a estrutura de uma cisterna, ele percebeu a presença da mulher no fundo do reservatório. Imediatamente, as equipes de resgate e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados para realizar o içamento da vítima e prestar os primeiros socorros. Devido ao longo período de exposição e à provável falta de nutrientes, Eva foi encaminhada com urgência para o Hospital Geral de Guanambi, unidade de referência na região, onde permanece sob cuidados médicos e observação intensiva.

De acordo com informações fornecidas por familiares que acompanham o caso no hospital, o estado de saúde de Eva inspira cuidados. Ela apresenta um quadro de extrema debilidade física e, até o momento, não recuperou a capacidade de falar para relatar o que aconteceu durante os dias de isolamento. O caso chama a atenção de especialistas e da população brasileira pela resiliência do corpo humano em condições tão adversas, especialmente considerando as variações de temperatura e a umidade do local onde ela ficou presa. Situações como esta geralmente envolvem riscos graves de hipotermia, desidratação severa e choque psicológico, o que explica a dificuldade de comunicação imediata da sobrevivente.

As autoridades policiais agora concentram esforços em entender a dinâmica do incidente. Até o momento, não se sabe se Eva caiu acidentalmente na cisterna enquanto caminhava pela zona rural durante a madrugada ou se houve a participação de terceiros no episódio. A perícia técnica poderá ser acionada para analisar o local onde ela foi encontrada, buscando pistas que ajudem a esclarecer as circunstâncias do confinamento. A falta de informações concretas sobre como ela foi parar dentro do reservatório mantém o caso sob investigação ativa na delegacia local, que aguarda a estabilização clínica da vítima para que um depoimento oficial possa ser colhido.

Para o leitor brasileiro, este caso ressalta a importância das redes de apoio comunitário em cidades de pequeno porte e a eficiência do monitoramento por câmeras para traçar os últimos passos de pessoas desaparecidas. A sobrevivência de Eva Ribeiro é vista como uma exceção dada a gravidade da situação, e os próximos passos dependem inteiramente de sua recuperação neurológica e física. O Hospital Geral de Guanambi ainda não emitiu um boletim médico detalhado sobre possíveis fraturas ou sequelas permanentes, mas a expectativa é que, com o tratamento adequado, ela possa retomar a consciência plena e ajudar a polícia a fechar o quebra-cabeça deste desaparecimento que parou o interior da Bahia.

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