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MP pede arquivamento do caso Orelha por falta de provas de maus-tratos em SC

Após perícia técnica descartar agressões físicas e apontar doença crônica, Promotoria aponta falhas em inquérito que indicou adolescentes como culpados.

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Redação 360 Notícia
13 de maio de 2026 às 01:002 min
MP pede arquivamento do caso Orelha por falta de provas de maus-tratos em SC
Foto: Reprodução
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O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento do caso Orelha após perícia constatar que a morte do cão foi causada por uma infecção crônica, e não por agressões. O órgão apontou falhas na investigação policial e erro na identificação de suspeitos.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou formalmente o arquivamento do inquérito que apurava a morte do cão comunitário Orelha, figura conhecida entre os moradores da Praia Brava. Após uma série de diligências e análises técnicas, a promotoria concluiu que inexistem provas materiais de agressão humana contra o animal. A investigação, que inicialmente gerou grande clamor público e mobilização nas redes sociais, não encontrou evidências que sustentassem a tese de maus-tratos por parte de quatro adolescentes que chegaram a ser apontados como suspeitos.

A decisão baseia-se em laudos periciais e exames detalhados. A exumação do corpo de Orelha revelou que o animal sofria de osteomielite, uma infecção óssea crônica na face, identificada como a causa mais provável de seu estado debilitado e posterior óbito. Diferente do que foi relatado em depoimentos iniciais colhidos sob forte comoção popular, a perícia não encontrou fraturas ou lesões compatíveis com agressões físicas deliberadas. Além disso, análises de câmeras de segurança mostraram o cão caminhando normalmente após o horário em que o suposto ataque teria ocorrido.

O parecer do Ministério Público também apontou falhas críticas na condução das investigações policiais. Segundo os promotores, houve um foco equivocado em uma única linha de raciocínio, ignorando evidências científicas e erros técnicos, como a divergência de horário nos relógios das câmeras de monitoramento. Com a correção desses dados, comprovou-se que um dos adolescentes apontados como agressor sequer esteve no mesmo local que o animal no momento sugerido. O órgão lamentou a exposição indevida dos menores de idade e o impacto das notícias falsas que circularam durante o processo.

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