MP investiga ViaMobilidade após morte de funcionário e graves falhas operacionais em SP
Investigação foca em acidente fatal, trens com portas abertas e rachaduras nos trilhos das linhas 8 e 9.

O Ministério Público de São Paulo investiga a ViaMobilidade após a morte de um funcionário e falhas graves de segurança nas linhas 8 e 9. A concessionária anunciou reforço na manutenção após cobranças do governo estadual.
O Ministério Público de São Paulo deu início a um novo inquérito civil para apurar a conduta da concessionária ViaMobilidade na gestão das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda. A investigação foca em eventos críticos recentes, incluindo o falecimento de um operário durante atividades de manutenção e episódios em que composições transportaram passageiros com as portas abertas. Este é o segundo procedimento investigativo instaurado contra a empresa desde que assumiu a operação dos trechos há quatro anos.
De acordo com as apurações preliminares do MP, a morte do funcionário ocorreu após um erro de localização da equipe de serviço, que teria sido enviada para uma área ainda energizada, resultando em uma descarga elétrica fatal. Paralelamente, os promotores analisam vídeos que mostram trens circulando irregularmente com portas abertas e denúncias de usuários que ficaram retidos em vagões escuros. Outro ponto de atenção é o descarrilamento ocorrido em abril, que a própria concessionária atribuiu a uma rachadura em um trilho, problema que se repetiria em outras dezenas de pontos das vias.
Em resposta à pressão dos órgãos fiscalizadores e do governo estadual, a ViaMobilidade anunciou que intensificará as intervenções de manutenção. Para viabilizar os reparos, a circulação no trecho extremo da Linha 9 será interrompida neste próximo final de semana, com o acionamento de ônibus para o transporte dos passageiros. A concessionária defende que o descarrilamento segue em análise técnica e que os pontos de falha nos trilhos já foram corrigidos preventivamente.
Sobre as irregularidades operacionais, a empresa alega que o desligamento de luzes e o travamento de portas fazem parte de protocolos de segurança para o recolhimento de trens avariados. No caso do óbito do colaborador, a ViaMobilidade classificou o episódio como um desvio de procedimento. A Artesp, agência reguladora do setor, informou que monitora as ocorrências e poderá aplicar sanções financeiras e administrativas caso as cláusulas contratuais de prestação de serviço continuem sendo descumpridas.





