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MORTE: Morre Francisco Wianey Pinheiro, nome histórico do jornalismo e da comunicação brasileira

Com trajetórias de destaque na TV Globo e no marketing político, jornalista faleceu aos 77 anos em São Paulo; velório será na Vila Mariana.

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Redação 360 Notícia
1 de junho de 2026 às 00:003 min
MORTE: Morre Francisco Wianey Pinheiro, nome histórico do jornalismo e da comunicação brasileira
Foto: Reprodução
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O experiente jornalista Francisco Wianey Pinheiro faleceu aos 77 anos em São Paulo. Com passagens marcantes pela TV Globo e Folha de S.Paulo, ele foi uma figura central em coberturas históricas e um estrategista de renome no marketing político brasileiro.

O jornalismo brasileiro perdeu um de seus nomes mais influentes nos bastidores da notícia. Faleceu no último domingo (31), em São Paulo, o jornalista Francisco Wianey Pinheiro, aos 77 anos de idade. Profissional de carreira vasta e multifacetada, Wianey teve uma trajetória marcada pelo comando de redações importantes e pela participação ativa em coberturas que definiram os rumos políticos do Brasil na segunda metade do século XX. O velório foi marcado para a manhã de segunda-feira (1º), no Cemitério Vila Mariana, na capital paulista, seguido pelo sepultamento no início da tarde. Até o fechamento desta reportagem, as causas oficiais de sua morte não haviam sido informadas pela família.

Nascido em 1949, Wianey Pinheiro personificou a transição do jornalismo brasileiro entre a era das grandes redações impressas e a consolidação do telejornalismo moderno. Formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), sua entrada no mercado de trabalho ocorreu de forma precoce, ainda durante a graduação. Antes de alcançar postos executivos na televisão, ele construiu um currículo sólido em veículos de renome, incluindo passagens pela Gazeta, Gazeta Esportiva e Diário da Noite. Em uma de suas passagens mais emblemáticas pelo jornalismo impresso, na Folha de S.Paulo, Wianey desempenhou funções estratégicas, desde a reportagem até a direção da sucursal do Rio de Janeiro. Um dos marcos deste período foi seu envolvimento direto na cobertura da morte de Juscelino Kubitschek, em 1976, em um momento em que a imprensa lidava com as pressões institucionais e a necessidade de registrar fatos históricos de grande impacto emocional para a nação.

A década de 1980 marcou a migração de Wianey para a TV Globo, onde sua capacidade organizacional rapidamente o levou a cargos de liderança. Ele iniciou sua jornada na emissora no Bom Dia São Paulo e logo integrou as equipes dos principais telejornais da casa, como o Jornal Nacional e o Jornal Hoje. Como chefe do Centro de Produção de Notícias (CPN), Wianey foi uma peça-chave na integração da rede que conecta a produção das diversas praças brasileiras. Sua gestão coincidiu com períodos de intensa ebulição democrática. Sob seu comando ou supervisão, a emissora cobriu eventos cruciais como o atentado ao Riocentro, a mobilização popular pelas Diretas Já e a agonia e morte de Tancredo Neves. Para o público brasileiro, essas coberturas não foram apenas transmissões de notícias, mas relatos que moldaram a percepção pública sobre o fim do regime militar e a redemocratização do país.

Para além das redações de TV, Wianey Pinheiro também deixou uma marca profunda no marketing político nacional. Após sua saída da Globo e uma passagem pela extinta TV Manchete, ele fundou a GW Comunicação, empresa que se tornou referência em campanhas eleitorais de alto nível no estado de São Paulo. Wianey foi o estrategista por trás de vitórias significativas de figuras proeminentes do PSDB, como Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra. Seu trabalho na consultoria política aplicou o rigor jornalístico e a sensibilidade de comunicação de massa para construir diálogos com o eleitorado, consolidando sua reputação como um profissional que compreendia as nuances da opinião pública tanto no campo editorial quanto no estratégico.

A partida de Wianey Pinheiro silencia uma voz que conhecia a fundo a engrenagem do poder e os mecanismos da informação no Brasil. Seu legado permanece vivo nos padrões de produção jornalística estabelecidos nas redes de televisão e nas metodologias de comunicação institucional que ajudou a criar. Wianey pertencia a uma geração que via o jornalismo como uma ferramenta de documentação histórica em tempo real, tratando cada edição de jornal como "o primeiro rascunho da história". Para os profissionais da área, ele deixa o exemplo de um editor que soube navegar entre diferentes plataformas, sempre mantendo o foco na objetividade e na relevância dos fatos para a sociedade brasileira.

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