Minas Gerais define quadro de pré-candidatos ao governo para as eleições de 2026
Após o fim do prazo das convenções partidárias, nove nomes foram confirmados na disputa pelo Palácio Tiradentes; registros devem ocorrer até 15 de agosto.

Com nove nomes confirmados após as convenções partidárias, a disputa pelo Palácio Tiradentes em 2026 entra na fase de registros oficiais no TSE. Confira a lista dos candidatos e o calendário eleitoral.
O cenário político em Minas Gerais para as eleições estaduais de 2026 começa a ganhar contornos definitivos após o encerramento do prazo oficial para a realização das convenções partidárias. Até o momento, nove candidaturas ao cargo de governador foram oficializadas pelas legendas, refletindo um espectro ideológico diversificado que vai da extrema-esquerda à direita conservadora. Com o fim do período de deliberações internas na última quarta-feira (5), as siglas agora entram na fase burocrática de registro junto à Justiça Eleitoral para garantir a participação no pleito que definirá o sucessor de Romeu Zema.
A lista de postulantes confirmados apresenta nomes conhecidos do eleitorado mineiro e figuras que buscam consolidar novas frentes políticas. Estão na disputa Alexandre Kalil, representando o PDT; Ben Mendes, pelo partido Missão; Flávio Roscoe, que concorre pelo PL; Gabriel Azevedo, indicado pelo MDB; Indira Xavier, da Unidade Popular (UP); Mateus Simões, atual vice-governador que disputa pelo PSD; Patrus Ananias, veterano da política pelo PT; Rafael Duda, do PSTU; e Túlio Lopes, pelo PCB. Esta configuração inicial demonstra uma fragmentação das forças políticas, o que pode levar a uma campanha intensamente voltada para a construção de alianças e busca por palanques regionais estratégicos.
De acordo com o cronograma estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos possuem agora um prazo rigoroso até o dia 15 de agosto para efetuar o registro oficial de seus candidatos, vices e chapas completas. Este trâmite é essencial para a verificação de requisitos de elegibilidade e conformidade com a Lei da Ficha Limpa. Somente após a validação desses registros é que a propaganda eleitoral será permitida de forma oficial, a partir do dia 16 de agosto, marcando o início das caminhadas, comícios e distribuição de material publicitário nas ruas e na internet.
A importância estratégica de Minas Gerais no cenário nacional não pode ser subestimada, sendo o segundo maior colégio eleitoral do país. O desempenho dos candidatos ao governo costuma exercer influência direta nas campanhas presidenciais, funcionando como um termômetro para a aceitação de diferentes projetos de poder. Neste ciclo, observa-se uma mistura entre nomes com vasta experiência no Executivo e Legislativo, como Ananias e Kalil, e representantes de setores produtivos e movimentos sociais, o que promete um debate focado tanto na gestão econômica quanto em políticas de assistência direta à população.
Com o primeiro turno agendado para o dia 4 de outubro e a possibilidade de um segundo turno em 25 de outubro, o estado se prepara para meses de intensa movimentação política. Os próximos passos das campanhas envolvem a finalização dos planos de governo, que devem ser protocolados junto ao TSE, detalhando as propostas para áreas críticas como segurança pública, saúde, educação e a dívida bilionária do estado com a União. A partir da segunda quinzena de agosto, o rádio e a televisão também passarão a exibir o horário eleitoral gratuito, ferramenta fundamental para que os nove candidatos apresentem suas diretrizes aos milhões de eleitores mineiros.

