Polícia prende dupla envolvida em comércio ilegal de cigarros eletrônicos em Divinolândia de Minas
Uma mulher de 20 anos e um homem de 18 foram abordados logo após retirarem encomenda proibida em agência dos Correios.


Polícia Militar de Divinolândia de Minas intercepta encomenda nos Correios e detém dois jovens por comércio de cigarros eletrônicos, proibidos pela Anvisa.
Uma operação conduzida pela Polícia Militar na cidade de Divinolândia de Minas, localizada na região Leste do estado, resultou na prisão de dois jovens suspeitos de envolvimento no comércio ilegal de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como vapes. A ação ocorreu nesta quinta-feira (17), após as autoridades receberem informações estratégicas sobre o recebimento de mercadorias ilícitas por meio do sistema postal nacional. Os detidos, uma mulher de 20 anos e um homem de 18 anos, foram flagrados com uma carga de produtos cuja comercialização é expressamente proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em todo o território brasileiro.
O monitoramento que levou à captura dos suspeitos foi viabilizado pelo setor de inteligência da Polícia Militar de Meio Ambiente. Segundo o relatório oficial da ocorrência, havia uma suspeita fundamentada de que encomendas frequentes contendo materiais proibidos estavam sendo entregues em uma agência dos Correios no município. A abordagem principal aconteceu no exato momento em que a jovem deixava o estabelecimento portando uma caixa de papelão volumosa. Durante a interpelação policial, o rapaz de 18 anos chegou ao local e se identificou como namorado da abordada, assumindo também a responsabilidade pela posse do material transportado.
Ao realizarem a abertura da encomenda diante dos suspeitos, os militares confirmaram a presença de dezenas de cigarros eletrônicos. Questionados sobre a origem dos produtos, a dupla admitiu ter realizado a compra através da internet com o intuito de revender os itens na região. A prática de comercializar vapes configura crime contra as relações de consumo e infração sanitária, uma vez que a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Anvisa proíbe a importação, venda e propaganda desses dispositivos no Brasil desde 2009, norma que foi recentemente reafirmada pelo órgão regulador devido aos riscos comprovados à saúde pública.
Além da apreensão dos cigarros eletrônicos, as autoridades destacaram que o uso de serviços postais públicos para a distribuição de mercadorias proibidas agrava a situação jurídica dos envolvidos. A logística utilizada pelos suspeitos visava burlar a fiscalização estadual, utilizando a capilaridade dos Correios para receber insumos vindos de outros centros urbanos. A Polícia Militar ressaltou que operações de inteligência como esta são fundamentais para desarticular redes de distribuição local que alimentam o mercado informal, que muitas vezes atrai o público jovem com produtos sem qualquer controle de qualidade ou procedência garantida.
Após o registro da ocorrência e a apreensão total da carga, os dois jovens foram conduzidos à delegacia de Polícia Civil para a formalização do flagrante. Eles devem responder por crime contra a saúde pública e descumprimento das normas vigentes de vigilância sanitária. O material apreendido será enviado para perícia técnica, que produzirá o laudo necessário para sustentar o processo judicial. As investigações continuam com o objetivo de identificar os fornecedores originais que utilizaram a plataforma digital para realizar a venda, buscando interromper o fluxo de mercadorias proibidas que chegam às cidades do interior de Minas Gerais.
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Sobre este conteúdo
Autor: Antonio Marcos de Souza
Publicado: 28 de setembro de 2026 às 08:00
Atualizado: 28 de setembro de 2026 às 08:00
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