Notícias

Militares planejaram mortes em delegacia através de grupo em aplicativo, diz Justiça

Investigação detalha uso de grupo de mensagens e manipulação de GPS para ocultar crimes em Miracema do Tocantins.

Por
Redação Automática
9 de maio de 2026 às 12:002 min
Militares planejaram mortes em delegacia através de grupo em aplicativo, diz Justiça
Foto: Reprodução
Compartilhar

Justiça decreta prisão de 23 policiais militares no Tocantins por suposta organização de chacina após morte de sargento. Investigação aponta uso de grupos de mensagens e adulteração de provas.

Investigações sobre a "Chacina de Miracema" revelaram que policiais militares do Tocantins organizaram um grupo de mensagens horas antes dos assassinatos ocorridos em uma delegacia em 2022. O chat, que recebeu o nome de um sargento morto em combate, serviu como plataforma para coordenar ações e mobilizar efetivo. Na última sexta-feira (8), 23 integrantes da corporação se entregaram ao Comando Geral após a decretação de prisões preventivas pela Justiça.

Segundo a decisão judicial, a operação dos militares envolveu táticas de ocultação de provas e adulteração de tecnologia de monitoramento. Os agentes teriam trocado rastreadores GPS entre veículos oficiais para forjar rotas falsas e desligado intencionalmente seus telefones. Além disso, câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais próximos ao local do crime tiveram seus discos rígidos (HDs) recolhidos pelos investigados, em uma tentativa de apagar registros da movimentação das equipes.

Os crimes aconteceram como uma suposta retaliação ao falecimento do sargento Anamon Rodrigues. Entre as vítimas estão familiares de um suspeito de envolvimento na morte do militar, executados dentro da delegacia por homens encapuzados, e outros jovens mortos no dia seguinte após serem retirados de um posto de combustível. Atualmente sob custódia, os militares aguardam o processo interno, enquanto a Polícia Militar afirma colaborar com as autoridades e não tolerar desvios éticos em sua estrutura.

#Polícia Militar#Tocantins#Chacina de Miracema#Prisão Preventiva#Investigação Criminal

Leia também