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Médico é desligado após denúncia de assédio contra mãe de paciente em UPA de Campinas

Profissional foi desligado imediatamente após vítima acionar a Polícia Militar na unidade de saúde; Rede Mário Gatti repudia conduta do médico.

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Redação 360 Notícia
4 de junho de 2026 às 21:003 min
Médico é desligado após denúncia de assédio contra mãe de paciente em UPA de Campinas
Foto: Reprodução
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Um médico prestador de serviços na UPA Campo Grande, em Campinas, foi demitido e levado à delegacia após denúncia de assédio feita pela mãe de um paciente. A Rede Mário Gatti repudiou o ocorrido e colabora com as investigações policiais.

Um episódio de assédio dentro de uma unidade de saúde pública gerou repercussão imediata em Campinas, no interior paulista, nesta quinta-feira (4). Um médico, que atuava como prestador de serviço na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campo Grande, foi sumariamente demitido após ser acusado de assediar a mãe de uma criança que buscava atendimento médico. O caso exigiu a intervenção direta da Polícia Militar, que foi acionada para conter a situação e realizar os procedimentos legais cabíveis dentro da unidade hospitalar, gerando comoção entre os pacientes e funcionários que estavam no local no momento da ocorrência.

De acordo com os relatos preliminares, a mulher havia levado o filho para uma consulta de rotina quando o comportamento inadequado do profissional teria ocorrido. O sentimento de insegurança dentro de um ambiente que deveria prezar pelo acolhimento e proteção de famílias é um dos pontos mais sensíveis deste caso. Logo após a denúncia ser formalizada internamente, a Rede Mário Gatti, responsável pela gestão das urgências e emergências no município, agiu com rapidez. A autarquia notificou a empresa terceirizada responsável pela contratação do médico e exigiu o desligamento imediato do profissional, medida que foi executada ainda no final da tarde de quinta-feira.

Casos de violência ou assédio em unidades de saúde são acompanhados de perto por órgãos de controle, dado que o ambiente hospitalar coloca o paciente e seus acompanhantes em uma posição de vulnerabilidade física e emocional. No Brasil, o crime de importunação sexual e outras variantes de assédio em contextos profissionais são punidos de forma severa pelo Código Penal. Em Campinas, a gestão municipal tem buscado reforçar protocolos de atendimento, mas o incidente na UPA Campo Grande revela a necessidade de uma fiscalização ainda mais rigorosa sobre os profissionais terceirizados que lidam diretamente com o público em momentos de fragilidade.

Em nota oficial, a Rede Mário Gatti manifestou repúdio absoluto à conduta do médico, enfatizando que a dignidade dos usuários do sistema público de saúde não pode ser negligenciada. "A proteção, o acolhimento e o respeito aos pacientes são princípios inegociáveis nas unidades de atendimento", declarou a instituição. Além de afastar o profissional do quadro de atendimento, a prefeitura e a autarquia se colocaram à disposição das autoridades policiais para colaborar com o fornecimento de provas e depoimentos que ajudem a elucidar o caso. O médico foi conduzido ao Distrito Policial para prestar depoimento e as investigações devem seguir agora pela Polícia Civil.

Para o leitor e para a população que utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS) em Campinas, o desdobramento deste caso servirá como um termômetro para a eficiência dos canais de denúncia dentro das UPAs. Especialistas em segurança pública e ética médica reforçam que o acolhimento imediato da vítima é o primeiro passo para evitar a impunidade. Espera-se que, além da demissão, os conselhos de classe, como o Conselho Regional de Medicina (CRM), também abram sindicâncias para apurar a conduta ética do profissional, o que pode resultar na suspensão ou até cassação do registro profissional, impedindo que novas situações similares ocorram em outras unidades de saúde do estado ou do país.

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