Maranhão registra queda recorde em sub-registro de nascimentos e alta em omissão de óbitos
Estado alcançou menor índice de bebês sem documentação em 2024, mas enfrenta maior taxa do país em falecimentos não registrados.

O Maranhão atingiu o menor índice histórico de sub-registro de nascimentos em 2024, mas lidera o ranking nacional de óbitos não registrados oficialmente.
O Maranhão alcançou uma marca histórica ao reduzir o sub-registro de nascimentos para 1,94% em 2024, o menor patamar registrado desde 2015. Segundo dados divulgados pelo IBGE, a queda demonstra um avanço significativo no estado, que em 2015 apresentava um índice de 12,16% de crianças sem certidão de nascimento. O resultado acompanha uma tendência nacional, já que o Brasil também atingiu sua mínima histórica nesse quesito, com uma média de 0,95% de ausência de registros.
Apesar do progresso com os recém-nascidos, o estado enfrenta um cenário oposto no que diz respeito aos falecimentos. O Maranhão detém atualmente a maior taxa de sub-registro de óbitos do território brasileiro, chegando a 24,48%. Esse número revela que quase um quarto das mortes ocorridas no estado não são formalizadas em cartório dentro dos prazos legais, evidenciando uma lacuna crítica entre a ocorrência do fato e a documentação oficial.
A discrepância regional é acentuada por localidades como Junco do Maranhão, que registra os índices mais críticos do estado tanto em nascimentos quanto em mortes não contabilizadas. Entre os obstáculos apontados para a regularização dos registros de óbito estão a existência de sepultamentos em cemitérios clandestinos e a influência da violência urbana. Diversos órgãos estaduais e do Judiciário mantêm forças-tarefa em unidades de saúde e cartórios para tentar reverter esse quadro de invisibilidade civil.






