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Maranhão figura entre os estados com menores índices de progresso social no Brasil

Estado registra penúltima colocação em índice que mede bem-estar social e ambiental; São Luís lidera internamente, mas interior enfrenta dificuldades severas.

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Redação 360 Notícia
20 de maio de 2026 às 12:002 min
Maranhão figura entre os estados com menores índices de progresso social no Brasil
Foto: Reprodução
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O Maranhão ocupa a penúltima posição em ranking nacional de qualidade de vida, segundo o Índice de Progresso Social (IPS). Enquanto São Luís se destaca em inclusão, cidades do interior como Peritoró registram alguns dos piores indicadores do país.

Um levantamento inédito realizado pelo instituto Imazon, em colaboração com diversas entidades, revelou que o Maranhão enfrenta obstáculos severos no bem-estar de sua população. De acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) divulgado nesta quarta-feira (20), o estado ocupa a penúltima colocação no ranking nacional, registrando uma pontuação de 57,59. O desempenho maranhense ficou aquém da média brasileira, com base em mais de 50 métricas que analisam desde saúde e moradia até questões ambientais.

A capital São Luís surge como um ponto fora da curva no cenário estadual, ocupando o 17º lugar entre as capitais do país com 65,64 pontos. A cidade se destacou positivamente no quesito inclusão social, embora ainda sofra com carências estruturais e desigualdades. No interior do estado, municípios da Região Metropolitana como Paço do Lumiar e São José de Ribamar também figuram com as melhores notas, evidenciando uma forte concentração de serviços e infraestrutura na área da Grande Ilha.

Em contrapartida, a realidade de cidades como Peritoró, Cajari e Marajá do Sena reflete um cenário crítico, figurando entre os piores desempenhos de todo o território brasileiro. Peritoró, por exemplo, registrou uma das pontuações mais baixas do país, evidenciando falhas graves no acesso a oportunidades e serviços públicos essenciais. O relatório do IPS ressalta que o índice prioriza a experiência direta do cidadão com seus direitos básicos, em vez de se limitar a indicadores econômicos tradicionais como o PIB.

Nacionalmente, o estudo indica que a maior fragilidade está na área de Oportunidades, que engloba liberdades individuais e acesso ao ensino superior. No Maranhão, essa disparidade regional é latente: enquanto a capital avança em conectividade e informação, diversas localidades do interior permanecem presas a índices preocupantes de vulnerabilidade social. O mapeamento busca nortear políticas públicas ao identificar onde a qualidade de vida falha em alcançar as comunidades mais isoladas.

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