Justiça paulista mantém condenação de ex-dirigente da Apae por morte de secretária
Segunda instância rejeitou recurso da defesa e preservou pena de 22 anos de prisão por homicídio qualificado.

O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a pena de 22 anos de prisão para Roberto Franceschetti Filho pela morte de Cláudia Lobo. A decisão manteve as qualificadoras do crime e a multa indenizatória.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou, em decisão de segunda instância, a sentença contra Roberto Franceschetti Filho, ex-gestor da Apae de Bauru. O colegiado de desembargadores rejeitou o pedido da defesa para anular o julgamento anterior, mantendo a pena superior a 22 anos de reclusão. O réu responde pelo assassinato da ex-secretária-executiva Cláudia Lobo, crime ocorrido em agosto de 2024 que chocou a região.
A condenação abrange os crimes de homicídio triplamente qualificado — incluindo motivação torpe e emboscada —, ocultação de cadáver e fraude processual. Além da privação de liberdade em regime fechado, a Justiça determinou o pagamento de R$ 100 mil em indenização por danos morais à filha da vítima. Esse montante deverá ser liquidado solidariamente entre o ex-presidente e um ex-funcionário da instituição, também envolvido na ocultação do corpo.
As investigações apontam que o crime teria sido motivado por um esquema de corrupção dentro da Apae, envolvendo o desvio de recursos milionários. Cláudia Lobo desapareceu após sair do trabalho para resolver pendências profissionais; seu sangue foi localizado em um veículo oficial da entidade. Imagens de monitoramento foram fundamentais para ligar Franceschetti ao disparo fatal. Embora a decisão atual reforce o veredito do júri popular, a defesa ainda dispõe de recursos em tribunais superiores.






