Justiça do Rio mantém presos suspeitos de lavar dinheiro de roubos a mansões
Grupo atuava como braço financeiro de organização criminosa que invadia mansões na Zona Sul; prejuízo das vítimas passa de R$ 1 milhão.

A Justiça fluminense manteve a prisão de seis homens acusados de gerenciar as finanças de uma quadrilha que assalta mansões no Rio. O grupo utilizava 'contas laranjas' para lavar dinheiro roubado em bairros como São Conrado e Jardim Botânico.
A Justiça do Rio de Janeiro confirmou, nesta sexta-feira (15), a manutenção da prisão preventiva de seis indivíduos acusados de envolvimento em um esquema especializado em invasões a residências de alto padrão. Segundo a decisão judicial, as evidências colhidas até o momento reforçam a reiteração das atividades criminosas por parte do grupo, que seria responsável pela gestão financeira dos valores subtraídos durante os assaltos em bairros nobres.
Os suspeitos foram detidos na última quinta-feira (14) em uma ação coordenada pela 15ª DP (Gávea). De acordo com as investigações, o braço financeiro da organização operava como receptador imediato de transferências bancárias efetuadas pelas vítimas sob coação. A polícia identificou que o dinheiro era rapidamente distribuído por diversas contas bancárias, uma estratégia conhecida como pulverização, com o objetivo de mascarar a origem ilícita dos recursos e impedir o bloqueio judicial.
Entre os episódios atribuídos à quadrilha, destaca-se um assalto em que um empresário e seus familiares foram mantidos reféns por três horas. Na ocasião, os criminosos roubaram itens de luxo, joias e um arsenal de 15 armas legalizadas. Câmeras de monitoramento em São Conrado e no Jardim Botânico também capturaram o bando em outras ações, auxiliando na identificação dos métodos do grupo. Com os presos, foram encontrados dezenas de cartões bancários e aparelhos celulares que comprovam a logística de lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil segue em busca dos executores diretos que invadem as propriedades, contando com o apoio de imagens de segurança para rastrear o paradeiro dos assaltantes. A delegada responsável pelo caso alertou sobre a gravidade de ceder contas correntes para transações suspeitas, uma vez que tais "laranjas" são fundamentais para a conclusão do ciclo criminoso. Até o momento, a defesa dos detidos não se manifestou sobre as acusações.






