Justiça determina perícia psiquiátrica em policial civil acusado de matar colegas no Sertão de Alagoas
Justiça de Alagoas ordena exame de sanidade mental para o agente acusado de assassinar dois colegas de corporação em Delmiro Gouveia.


A Justiça de Alagoas determinou a realização de perícia psiquiátrica em Gildate Goes, acusado de matar dois policiais em Delmiro Gouveia, para avaliar sanidade mental.
A Justiça de Alagoas oficializou a determinação para que o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, principal suspeito de assassinar dois colegas de farda, seja submetido a um exame de perícia médico-legal. O objetivo da medida é identificar se o agente de segurança pública sofreu um surto psicótico ou se possui algum transtorno mental que pudesse comprometer sua capacidade de discernimento no momento do crime. O episódio, que gerou grande comoção no estado, ocorreu no município de Delmiro Gouveia, localizado na região do Sertão alagoano.
A decisão foi proferida pela 1ª Vara de Delmiro Gouveia e estabelece que o exame especializado seja conduzido por profissionais do Centro Psiquiátrico Judiciário. De acordo com o rito processual, o laudo pericial detalhado deve ser apresentado em um prazo de até 45 dias, período que pode ser prorrogado caso os peritos identifiquem a necessidade de avaliações complementares ou exames mais aprofundados. Esta etapa é fundamental para o prosseguimento jurídico, pois define a imputabilidade ou não do acusado perante o sistema de justiça penal brasileiro.
Enquanto o chamado "incidente de insanidade mental" estiver em fase de elaboração e análise, a tramitação principal do processo criminal — que julga o mérito da acusação de homicídio — permanecerá suspensa. No entanto, o magistrado responsável pelo caso optou por manter a prisão preventiva de Gildate Goes. A manutenção da custódia fundamenta-se na necessidade de garantir a ordem pública e assegurar que a instrução criminal não sofra interferências externas, dada a gravidade dos fatos imputados ao servidor público.
O crime que motivou a investigação ocorreu dentro de uma viatura da corporação. As vítimas foram identificadas como os policiais civis Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira, que exerciam suas funções junto ao acusado no momento da tragédia. O caso levantou debates sobre as condições psicológicas e a saúde mental dos agentes de segurança que atuam em áreas de alta pressão, além de reacender discussões sobre os protocolos de acompanhamento psicossocial dentro das instituições policiais no Nordeste do país.
Caso a perícia médica confirme que o policial não gozava de plena saúde mental no instante dos disparos, o processo pode tomar rumos diferentes, como a conversão de uma eventual pena em medidas de segurança em estabelecimentos psiquiátricos. Por outro lado, se o laudo indicar que o suspeito tinha plena consciência de seus atos, o julgamento seguirá o fluxo normal para crimes contra a vida, podendo ser levado ao Tribunal do Júri. A sociedade e as famílias das vítimas aguardam o desfecho do incidente para que a responsabilização legal seja devidamente aplicada conforme os preceitos constitucionais.
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Sobre este conteúdo
Autor: Antonio Marcos de Souza
Publicado: 10 de setembro de 2026 às 08:00
Atualizado: 10 de setembro de 2026 às 08:00
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