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Joaquim Barbosa é anunciado como pré-candidato à Presidência pelo DC

Ex-ministro do STF se filia ao DC para concorrer ao Planalto, mas Aldo Rebelo contesta mudança e ameaça ir à Justiça.

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Redação 360 Notícia
18 de maio de 2026 às 02:002 min
Joaquim Barbosa é anunciado como pré-candidato à Presidência pelo DC
Foto: Reprodução
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O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa filiou-se ao Democracia Cristã para disputar a Presidência em 2026. A decisão gerou atrito com Aldo Rebelo, que ameaça judicializar a questão para manter sua candidatura.

O cenário eleitoral para a sucessão presidencial ganhou um novo componente com a confirmação da pré-candidatura de Joaquim Barbosa pelo partido Democracia Cristã (DC). O ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) oficializou sua filiação à legenda com o intuito de disputar o Palácio do Planalto. Segundo a liderança nacional do partido, a escolha de Barbosa fundamenta-se em sua trajetória pública e na capacidade de atuar como um mediador diante da crise institucional que afeta a relação entre os Poderes da República.

A decisão da Executiva Nacional, entretanto, gerou um conflito interno imediato com o ex-ministro Aldo Rebelo. Anteriormente anunciado como o nome da sigla para o pleito, Rebelo contestou a substituição e afirmou que pretende manter sua pré-candidatura até a convention partidária. Ele sinalizou, inclusive, a possibilidade de levar a disputa para o âmbito jurídico, argumentando que a movimentação política reflete uma decisão isolada da presidência do partido, enquanto Joaquim Barbosa ainda não emitiu um pronunciamento oficial sobre o caso.

A cúpula do Democracia Cristã justifica a mudança citando o desempenho estagnado de Rebelo nas sondagens de intenção de voto. Para o presidente da legenda, Barbosa surge como um nome capaz de unificar o país e restaurar a credibilidade das instituições brasileiras. Esta não é a primeira vez que o nome do magistrado aposentado é ventilado para a presidência; em 2018, ele chegou a ser cotado para a corrida eleitoral, mas decidiu não prosseguir com a candidatura na ocasião.

Joaquim Barbosa encerrou sua carreira no STF em 2014, quando se aposentou prematuramente após 11 anos de atuação na Corte. Sua imagem ficou fortemente vinculada ao julgamento do Mensalão, período em que presidiu o tribunal. Agora, sua entrada na disputa de 2026 ocorre em um campo já ocupado pela pré-candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e por diversos nomes da oposição, como o senador Flávio Bolsonaro e os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

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