Japão adota 'lobos robóticos' para conter alta recorde de ataques de ursos
Com tecnologia sonora e visual, dispositivo "Monster Wolf" tenta conter avanço de animais selvagens em áreas urbanas e rurais.

O Japão registra aumento na procura por lobos robóticos após recordes de mortes e avistamentos de ursos em áreas urbanas. O dispositivo usa sensores e uivos para afugentar os animais.
Diante de uma crise de segurança causada pelo aumento histórico de incidentes com ursos, o Japão recorre a uma solução tecnológica inusitada: o "Monster Wolf". Trata-se de um robô com aparência de lobo, projetado para emitir uivos intensos e flashes de luz, com o objetivo de repelir animais selvagens de áreas povoadas e zonas agrícolas. A demanda pelo dispositivo disparou após o país registrar recordes de óbitos e milhares de avistamentos de ursos em locais públicos.
A fabricante do equipamento, sediada em Hokkaido, relatou que o volume de pedidos superou a capacidade imediata de produção, com prazos de entrega chegando a três meses. O robô é equipado com sensores de movimento, iluminação de LED nos olhos e alto-falantes que reproduzem dezenas de sons diferentes, incluindo ruídos humanos, para evitar que os animais se acostumem com o estímulo. Originalmente criado para proteger lavouras contra javalis e cervos, o protótipo tornou-se uma ferramenta essencial de segurança pública.
Dados governamentais recentes mostram um cenário alarmante, com ursos invadindo espaços urbanos como escolas, supermercados e residências. Entre os anos de 2025 e 2026, o número de mortes causadas por esses ataques dobrou em relação ao recorde anterior, motivando agricultores e gestores de infraestrutura a investirem cerca de 4 mil dólares por unidade da máquina. O dispositivo funciona de forma autônoma, utilizando energia solar e baterias.
Com o sucesso comercial e a necessidade urgente de soluções, a empresa desenvolvedora já planeja atualizações para o mecanismo. O cronograma de inovação inclui a implementação de Inteligência Artificial com câmeras para reconhecimento de espécies e a criação de modelos móveis capazes de patrulhar áreas extensas. Além disso, versões compactas e portáteis estão em estudo para garantir a segurança de estudantes e trilheiros em regiões de risco.






