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Israel é acusado de utilizar bombas de fósforo branco em áreas povoadas no Líbano

Uso de substância química em áreas povoadas levanta preocupações sobre violações de leis internacionais e danos severos a civis.

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Redação 360 Notícia
6 de junho de 2026 às 21:003 min
Israel é acusado de utilizar bombas de fósforo branco em áreas povoadas no Líbano
Foto: Reprodução
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Investigação aponta o uso de substância altamente corrosiva e incendiária em perímetros urbanos durante combates com o Hezbollah, gerando pressão internacional sobre as forças israelenses.

Uma denúncia grave publicada pelo jornal norte-americano The New York Times aponta que as Forças de Defesa de Israel (FDI) utilizaram munições de fósforo branco em áreas habitadas no sul do Líbano. A substância, conhecida por seu alto potencial destrutivo e efeitos devastadores à saúde humana, teria sido empregada durante as recentes escaladas militares envolvendo o grupo extremista Hezbollah. O uso de tais artefatos em perímetros urbanos ou locais com presença de civis levanta novos questionamentos sobre o cumprimento das normas do direito internacional humanitário e acirra as tensões diplomáticas em uma região já fragilizada por décadas de instabilidade.

O fósforo branco é uma substância química que inflama instantaneamente ao entrar em contato com o oxigênio, produzindo uma fumaça densa e branca, além de chamas intensas que podem atingir temperaturas superiores a 800 graus Celsius. Embora não seja estritamente classificado como uma arma química de acordo com as definições da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) quando usado para cortinas de fumaça ou sinalização, o seu emprego contra populações civis ou em áreas povoadas é expressamente desencorajado e pode ser considerado um crime de guerra. Isso ocorre porque as queimaduras causadas pela substância são profundas, alcançando frequentemente o osso, e as partículas remanescentes podem voltar a queimar dentro do corpo se expostas novamente ao ar durante o tratamento médico.

A reportagem detalha que evidências colhidas no terreno, incluindo análise de fragmentos de projéteis e depoimentos de moradores locais, corroboram o uso sistemático desse tipo de armamento em vilarejos fronteiriços. Conforme os fatos apresentados, o impacto não se restringe apenas aos danos físicos imediatos às pessoas, mas também à destruição de propriedades agrícolas e do meio ambiente, uma vez que o fósforo branco causa incêndios de difícil controle. Organizações de direitos humanos já vinham monitorando o uso desse material através de vídeos que circulam em redes sociais, e a validação por um veículo de imprensa de grande relevância internacional coloca pressão sobre a comunidade internacional por uma investigação independente.

As implicações políticas desse episódio são profundas. O governo de Israel tem mantido a postura de que suas operações militares visam neutralizar as capacidades operacionais do Hezbollah, grupo que tem lançado ataques frequentes contra o território israelense a partir do sul do Líbano. No entanto, o uso de fósforo branco em áreas civis compromete o argumento de defesa proporcional e precisão tática. O governo libanês, por sua vez, condenou as ações, classificando-as como uma violação da soberania nacional e um ataque direto à vida de cidadãos inocentes, buscando apoio junto ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para mediar a crise.

No horizonte imediato, espera-se que o relatório publicado pelo jornal norte-americano motive uma série de sessões de esclarecimento em fóruns internacionais. Especialistas em direito de guerra ressaltam que a responsabilidade penal pode ser individualizada caso se comprove que o comando militar autorizou deliberadamente o uso da substância em locais onde era previsível o dano a civis. Enquanto o conflito não apresenta sinais de arrefecimento, a situação humanitária no sul do Líbano torna-se cada vez mais precária, com hospitais locais relatando dificuldades para tratar pacientes com as feridas complexas geradas pelo fósforo branco. A pressão diplomática sobre Tel Aviv deve aumentar nas próximas semanas, exigindo transparência sobre o arsenal utilizado na campanha militar atual.

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