Interdição em Itaipava sobrecarrega ponte de madeira alternativa na BR-040
Motoristas recorrem a rota informal após fechamento de via principal para obras de reconstrução que devem durar até 2026.

O fechamento da Ponte do Arranha-Céu para obras sobrecarregou uma passagem de madeira alternativa em Itaipava. Motoristas ignoram rotas oficiais para fugir do trânsito na BR-040.
O bloqueio da Ponte do Arranha-Céu, iniciado nesta segunda-feira (11) para obras de infraestrutura, alterou significativamente a dinâmica do tráfego em Itaipava, Petrópolis. Com a via principal fechada para demolição e futura reconstrução, condutores estão buscando atalhos para minimizar o tempo de deslocamento, resultando em um fluxo atípico sobre a ponte de madeira situada nas proximidades do quilômetro 56 da BR-040, nos fundos do Castelo de Itaipava.
Embora essa passagem de madeira não conste no plano de rotas oficiais, ela se tornou um refúgio para quem deseja evitar os congestionamentos entre a rodovia federal e a Estrada União e Indústria. A situação, no entanto, desperta o alerta de quem circula pela área, dado que a estrutura já demonstrou fragilidades no passado, incluindo a falta de tábuas e sinalização insuficiente em episódios recentes de 2024, mesmo após ter passado por uma reforma integral pela municipalidade em 2022.
No primeiro dia da interdição, a ausência de agentes de trânsito fixos para orientação foi notada pelos motoristas. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) explicou que atua de forma pontual e conjunta, mas sem presença ininterrupta no ponto. Paralelamente, a concessionária Elovias reforçou que implementou a sinalização necessária e indicou os caminhos oficiais, priorizando os acessos nos quilômetros 61 e 62 da rodovia, dependendo do sentido da viagem.
O cronograma de obras da nova Ponte do Arranha-Céu prevê a entrega de uma estrutura moderna, sem pilares centrais no Rio Piabanha e com maior capacidade de carga, até outubro de 2026. Até lá, a concessionária orienta que os motoristas utilizem as alternativas pela Feirinha de Itaipava ou pela região de Catobira, lembrando que a pequena ponte recreativa próxima ao Castelo não deve ser utilizada como via principal devido às suas limitações estruturais.





