Influenciadora é alvo de operação contra jogos ilegais após postar sobre vida de riscos
Polícia Civil investiga esquema que teria movimentado R$ 20 milhões através de apostas ilegais e empresas de fachada.

A influenciadora Lara Luíza Cabral é investigada por movimentar R$ 20 milhões com jogos ilegais após postar brincadeiras sobre dívidas. A Operação Tigre de Areia revelou o uso de empresas de fachada e contas em nomes de terceiros.
Recentemente, a influenciadora digital Lara Luíza Cabral tornou-se o centro de uma investigação conduzida pela Polícia Civil sob a suspeita de gerenciar cifras que ultrapassam R$ 20 milhões em um período de apenas doze meses. As autoridades apontam que esse montante seria fruto de atividades ligadas a jogos de azar e esquemas de lavagem de dinheiro, operados por meio da Operação Tigre de Areia.
Curiosamente, pouco tempo antes da ofensiva policial, a criadora de conteúdo compartilhou publicações em suas redes sociais tratando com sarcasmo o tema do endividamento. Na ocasião, Lara afirmou que assumir dívidas impagáveis era sua maneira de "viver perigosamente". Especialistas em comportamento humano alertam que esse tipo de abordagem jocosa pode mascarar a gravidade do vício em apostas, que tem comprometido o orçamento de boa parte da população brasileira.
As investigações detalham que o esquema contava com a participação da mãe da influenciadora e utilizava métodos diversos para ocultar a origem dos recursos, incluindo o uso de empresas inexistentes e até repasses financeiros para entidades religiosas. O volume movimentado chamou a atenção dos investigadores pela discrepância com a renda declarada pelas envolvidas; enquanto a jovem afirmava ganhar menos de R$ 4 mil mensais, sua mãe, que atuava como faxineira, teria movimentado cerca de R$ 9 milhões sozinha.
Como resultado das medidas judiciais, o patrimônio das suspeitas foi alvo de restrições. A Justiça determinou o bloqueio de dez propriedades imobiliárias e três veículos vinculados ao grupo. Embora os pedidos de prisão tenham sido negados pela magistratura, as investigadas agora cumprem medidas cautelares, como a suspensão obrigatória de seus perfis em redes sociais e a quebra de sigilos de dados eletrônicos.






