Inesquecíveis anos 90
Nos anos 90, eu vivi o melhor da música. Hoje, ao observar o cenário atual, sinto uma profunda vergonha alheia.

Nos anos 90, eu vivi o melhor da música. Hoje, ao observar o cenário atual, sinto uma profunda vergonha alheia.
Nos anos 90, eu vivi o melhor da música. Hoje, ao observar o cenário atual, sinto uma profunda vergonha alheia. A cada ano que passa, a decadência musical parece atingir níveis insuportáveis, como se fosse um veneno que corrói os ouvidos. Letras degradantes, sem pudor, imorais e desavergonhadas invadem os espaços públicos e privados. É impossível não sentir repulsa, nojo, até ânsia de vômito diante de certas composições que retratam a mulher de forma degradante, com palavras de cunho sexual e citações vulgares aos órgãos sexuais. Mais horripilante ainda é o fato de serem normalizadas a ponto de serem cantadas por crianças, mães de família e jovens, como se fossem a melhor música do mundo.
Alguns justificam: “É carnaval, tudo pode.” Mas não. Integridade moral não se negocia, e decência não é opcional. Nos anos 90, havia uma regulação maior sobre o que podia ser publicado, gravado e propagado. Essa censura, longe de ser apenas repressão, funcionava como um filtro que preservava limites éticos e culturais. A música era diferente, trazia poesia, melodia e respeito. Hoje, a liberdade sem responsabilidade transformou parte da produção musical em um espetáculo de vulgaridade.
Maiores sucessos dos anos 90
Nacionais
• Evidências – Chitãozinho & Xororó (1990)
• Garota Nacional – Skank (1996)
• Sozinho – Caetano Veloso (1999)
• Que se chama amor – Só Pra Contrariar (1993)
• Mina de Fé – Os Morenos (1999)
• Barulhinho Bom – Marisa Monte (1996)
• Anna Júlia – Los Hermanos (1999)
• Primeiros Erros – Capital Inicial (1990s)
• A Lenda – Sandy & Junior (1999)
• Cheia de Manias – Raça Negra (1992)
Internacionais
• I Will Always Love You – Whitney Houston (1993)
• (Everything I Do) I Do It For You – Bryan Adams (1991)
• Un-Break My Heart – Toni Braxton (1997)
• My Heart Will Go On – Céline Dion (1997)
• Creep – Radiohead (1992)
• What’s Up – 4 Non Blondes (1993)
• More Than Words – Extreme (1991)
• Gangsta’s Paradise – Coolio ft. L.V. (1995)
Apenas algumas de tantas que embalam e encantam até os dias de hoje.
Essas músicas marcaram gerações porque traziam emoção, melodia e muitas vezes mensagens universais de amor, reflexão ou crítica social. Comparadas às letras explícitas e muitas vezes vulgares que dominam parte da cena atual, fica claro por que se sente tanta diferença entre épocas.






