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Incêndio atinge complexo industrial em Tocantins, na Zona da Mata mineira

Chamas consumiram galpões de papelão e espuma durante a madrugada; risco de desabamento dificultou o trabalho de rescaldo das equipes de segurança.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
Publicado em 26 de setembro de 2026 às 08:002 min
Incêndio atinge complexo industrial em Tocantins, na Zona da Mata mineira
Foto: Reprodução
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Um incêndio de grandes proporções atingiu fábricas de espuma e papelão em Tocantins, MG. Bombeiros controlaram as chamas, mas danos estruturais são severos.

Um incêndio de grandes proporções mobilizou o Corpo de Bombeiros na noite da última quarta-feira (23) no município de Tocantins, localizado na região da Zona da Mata, em Minas Gerais. O incidente atingiu simultaneamente duas unidades fabris vizinhas, sendo uma especializada na produção de espuma e outra voltada para a fabricação de embalagens de papelão. Apesar da intensidade das chamas e dos danos materiais significativos, as autoridades confirmaram que não houve registro de vítimas ou feridos durante a ocorrência.

De acordo com as informações fornecidas pelas equipes de resgate de Viçosa, que prestaram apoio no combate ao fogo, o incêndio foi controlado durante a madrugada desta quinta-feira (24). Entretanto, o trabalho dos militares se estendeu ao longo do dia devido à complexidade dos materiais inflamáveis estocados. Pilhas de papelão e blocos de espuma geraram focos de calor persistentes, que precisaram ser isolados e monitorados individualmente para evitar que o vento ou a temperatura interna do galpão reaquecessem os escombros, gerando novos focos de incêndio.

O impacto estrutural nos estabelecimentos foi severo. Relatórios preliminares indicam que a maior parte da construção física das fábricas foi consumida pelo fogo ou comprometida pelo calor intenso. As áreas administrativas, que incluem o escritório central e uma residência anexa ao pátio industrial, foram as únicas partes preservadas pela ação rápida dos bombeiros, que conseguiram criar uma barreira de proteção para evitar a propagação das chamas para essas alas e para alguns maquinários pesados de alto valor agregado que estavam posicionados em pontos estratégicos.

Um dos maiores desafios enfrentados pelos bombeiros durante a noite foi a impossibilidade de realizar o rescaldo imediato logo após o controle do fogo. A decisão de aguardar a luz do dia para intensificar o trabalho interno deveu-se ao elevado risco de colapso das estruturas metálicas. O calor extremo deforma as vigas e o telhado de zinco, tornando a entrada dos militares perigosa. Somente após uma avaliação técnica da estabilidade dos galpões é que as equipes puderam avançar com segurança para a fase final de extinção total dos resíduos carbonizados.

As causas que deram início ao fogo ainda permanecem desconhecidas e serão objeto de investigação técnica. A perícia da Polícia Civil deve ser acionada para analisar o local assim que a temperatura ambiente permitir o trabalho seguro dos especialistas. A ocorrência ressalta a importância de sistemas de prevenção contra incêndio em parques industriais que lidam com materiais de alta combustão, como é o caso da espuma e do papelão. A prefeitura de Tocantins e os proprietários das empresas ainda não se manifestaram sobre o montante do prejuízo econômico ou sobre os planos para a reconstrução das unidades afetadas, que são importantes para a economia local.

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Autor: Antonio Marcos de Souza

Publicado: 26 de setembro de 2026 às 08:00

Atualizado: 26 de setembro de 2026 às 08:00

Fonte: apuração editorial e informações públicas disponíveis

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