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Homem que arremessou ex-esposa de penhasco na Serra do Rola-Moça é capturado pela polícia

Agressor foi localizado no Norte de Minas após fugir por centenas de quilômetros; vítima foi salva por helicóptero ao se agarrar em vegetação.

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Redação 360 Notícia
26 de maio de 2026 às 18:003 min
Homem que arremessou ex-esposa de penhasco na Serra do Rola-Moça é capturado pela polícia
Foto: Reprodução
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Silvanildo Amâncio de Araújo foi preso em Várzea da Palma após empurrar a ex-mulher de um penhasco na Serra do Rola-Moça. A vítima conseguiu sobreviver ao se agarrar na vegetação e foi resgatada por helicóptero da PM e bombeiros em uma operação dramática.

As autoridades policiais de Minas Gerais efetuaram, nesta terça-feira (26), a prisão de Silvanildo Amâncio de Araújo, acusado de uma tentativa brutal de feminicídio contra sua ex-companheira. O crime, que chocou o estado pela crueldade e pelo local de execução, ocorreu na Serra do Rola-Moça, uma região de relevo acidentado e vegetação densa próxima à capital mineira. O homem foi localizado e detido na cidade de Várzea da Palma, localizada no Norte de Minas, após uma operação de inteligência e monitoramento realizada pela Polícia Militar. A prisão coloca fim a uma breve fuga que mobilizou diferentes unidades de segurança pública desde a manhã da última segunda-feira.

A vítima, identificada como Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, viveu momentos de terror absoluto. Segundo as investigações preliminares, ela foi interceptada pelo agressor quando seguia para o trabalho. Sob forte ameaça, exercida com o uso de um canivete, Silvanildo a obrigou a acompanhá-lo até um dos pontos mais perigosos da Serra do Rola-Moça. No local, o homem forçou a vítima a caminhar até a extremidade de um precipício e a empurrou em direção ao abismo. Por um milagre e devido à resistência física, Ana Cláudia conseguiu se agarrar à vegetação da encosta, evitando uma queda fatal que poderia ter centenas de metros de profundidade.

O resgate da mulher foi uma operação complexa que demonstrou a eficiência da integração entre a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Após ser avistada em uma situação precária, pendurada no despenhadeiro, uma aeronave da PM foi acionada para o local. Com bombeiros a bordo e técnicas de rapel e içamento, as equipes conseguiram retirar Ana Cláudia do local de difícil acesso. A imagem do resgate, amplamente divulgada, serve como um lembrete visual do perigo extremo a que mulheres em situação de violência doméstica são expostas diariamente no Brasil. Enquanto a vítima recebia atendimento médico, as forças de segurança iniciaram a caça ao agressor.

Em seu depoimento inicial após a captura, Silvanildo revelou detalhes perturbadores sobre sua conduta após o crime. Ele confessou ter percebido que a ex-mulher ainda estava viva após a queda e alegou um suposto arrependimento momentâneo. Segundo sua versão, ele teria tentado descer para ajudá-la, mas desistiu rapidamente devido às dificuldades impostas pelo terreno acidentado e pela mata fechada, optando por fugir na sequência. O suspeito percorreu centenas de quilômetros, passando por Corinto, onde dormiu dentro do próprio veículo, antes de chegar a Várzea da Palma. A PM conseguiu localizá-lo após identificar seu carro, um modelo que já estava sendo monitorado, estacionado perto de um estabelecimento comercial às margens da rodovia MGC-496.

Dentro do automóvel utilizado na fuga, os policiais encontraram evidências cruciais para o processo judicial. Foram apreendidos o canivete descrito pela vítima como o instrumento de ameaça, além de facas, roupas e um aparelho celular. Para o leitor brasileiro, este caso reitera a urgência da discussão sobre a eficácia das medidas protetivas e a escalada da violência contra a mulher. A Serra do Rola-Moça, conhecida por sua beleza natural, tornou-se cenário de um crime que poderia ter terminado em tragédia definitiva. Silvanildo foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil e deve responder por tentativa de feminicídio qualificado, enfrentando agora o rigor da lei em um sistema judiciário que tem endurecido as penas para crimes de gênero.

O desdobramento do caso agora segue para o Ministério Público, que deve oferecer a denúncia formal baseada nas provas colhidas e na confissão do agressor. Espera-se que a vítima, que sobreviveu fisicamente ao trauma, receba suporte psicológico e proteção contínua, uma vez que casos de tamanha agressividade demonstram um alto risco de reiteração criminosa se o agressor for colocado em liberdade precocemente. A segurança pública de Minas Gerais reforça que o patrulhamento em áreas turísticas e o monitoramento de vias de fuga foram essenciais para a resolução rápida deste crime, que mobilizou a opinião pública mineira nas últimas 24 horas.

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