Greve na Unesp de Bauru interrompe atividades acadêmicas nesta quarta-feira
Docentes e funcionários técnico-administrativos pedem correção de perdas inflacionárias; estudantes cobram mais investimentos.

Docentes e funcionários da Unesp Bauru iniciam greve nesta quarta-feira (20) em busca de melhores salários. Estudantes também mantêm paralisação por melhorias na infraestrutura e contratação de pessoal.
A unidade da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Bauru iniciou uma paralisação geral nesta quarta-feira (20). A suspensão das atividades acadêmicas e administrativas foi decidida após votações realizadas por docentes e funcionários técnico-administrativos ao longo desta semana. O movimento ganhou adesão total com a entrada da Faculdade de Engenharia (FEB), que interrompeu seus serviços até a próxima sexta-feira (22), unindo-se aos setores que já discutiam a greve.
As reivindicações do funcionalismo focam na defasagem salarial. Enquanto o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) aprovou um índice de 3,47%, os trabalhadores exigem uma correção de 4,39%, somada a um percentual de 3% para cobrir prejuízos financeiros acumulados nos últimos anos. No corpo discente, a mobilização já vinha ocorrendo em departamentos de Ciências, Artes e Comunicação, com pedidos que incluem o reforço em políticas de auxílio estudantil e a abertura de novos concursos para suprir a carência de pessoal.
Em comunicado oficial, a reitoria da Unesp declarou que respeita o direito de greve e que as pautas devem ser tratadas por meio da interlocução direta com as unidades e a gestão central. Sobre a questão salarial, a instituição esclareceu que qualquer mudança nos vencimentos depende de uma articulação conjunta dentro do Cruesp, que envolve também a USP e a Unicamp, para garantir o equilíbrio orçamentário das universidades estaduais de São Paulo.






