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Galo garnisé com terço no pescoço vira atração em procissão de Corpus Christi no RS

O animal, chamado Muttley, acompanhou o tutor em uma bicicleta e virou atração no centro da capital gaúcha.

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Redação 360 Notícia
4 de junho de 2026 às 20:003 min
Galo garnisé com terço no pescoço vira atração em procissão de Corpus Christi no RS
Foto: Reprodução
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Um galo garnisé chamado Muttley chamou a atenção de fiéis em frente à Catedral Metropolitana de Porto Alegre durante o feriado de Corpus Christi. O animal, que usava um terço no pescoço, acompanhou a procissão em cima de uma bicicleta.

Durante a celebração do feriado de Corpus Christi, um fato inusitado roubou a cena em Porto Alegre, atraindo os olhares de fiéis e pedestres que circulavam pela região central da capital gaúcha. Enquanto a Catedral Metropolitana ficava repleta de devotos para a tradicional missa solene, na área externa, um galo da raça garnisé, devidamente paramentado com um terço no pescoço e equilibrado sobre uma bicicleta, tornou-se o centro das atenções. O animal, que demonstrava uma calma atípica para a espécie em meio à agitação urbana, acompanhou atentamente a movimentação religiosa na tarde desta quinta-feira (4), simbolizando, para muitos, um momento de leveza e fé.

O protagonista da cena atende pelo nome de Muttley, uma referência direta ao icônico cão de risada sarcástica do desenho animado "Corrida Maluca". Com apenas sete meses de vida, o garnisé é o companheiro fiel de Silvio Góes, técnico de enfermagem e morador do bairro Ponta Grossa, localizado no extremo sul da cidade. Silvio, que possui o hábito de criar diversos animais em sua propriedade, incluindo cabras e outras galinhas, revelou que a presença de aves em seus passeios de bicicleta não é uma novidade total, mas que Muttley se adaptou particularmente bem à rotina de deslocamentos pela cidade, mantendo-se equilibrado no guidão ou no bagageiro durante todo o percurso.

O detalhe que mais sensibilizou os presentes foi o rosário pendurado no pescoço do animal, um gesto que o tutor utilizou para integrar o bicho ao contexto da festividade religiosa. Para Sidia Pasquette, moradora de Porto Alegre que observava a cena, o adereço carregava um significado maior do que a mera estética, representando um símbolo de respeito e paz, valores que ela considerou fundamentais para o momento atual da sociedade. A docilidade do galo permitiu que as pessoas se aproximassem para tirar fotos e interagir, criando um ambiente de descontração enquanto aguardavam o início da caminhada pelos tapetes de serragem colorida.

Explaining a rotina do animal, Silvio Góes mencionou que o treinamento para que o galo ficasse calmo sobre a bicicleta foi um processo gradual. Antes de Muttley, ele já havia condicionado uma fêmea para os passeios, mas a ave precisou ser mantida em casa por estar atualmente chocando ovos e cuidando de pintinhos recém-nascidos. Muttley, então, assumiu o posto de "parceiro de viagem". Durante a procissão, que percorre as ruas do centro histórico sobre os tapetes confeccionados por fiéis, Silvio brincou com o instinto do animal, notando que a serragem utilizada na decoração litúrgica parecia ser um convite irresistível para que o galo descesse e começasse a ciscar, o que exigiu atenção constante do dono.

A presença de animais em eventos religiosos de grande porte como o Corpus Christi reflete uma mudança na percepção social sobre a integração entre seres humanos e animais de estimação, mesmo aqueles tradicionalmente considerados de produção rural. O caso de Porto Alegre serve como um lembrete da forte tradição cultural e familiar que envolve as celebrações no Rio Grande do Sul, onde a fé se mistura com as particularidades do cotidiano regional. O desdobramento dessa aparição inusitada reforçou o caráter comunitário do feriado, mostrando que a religiosidade pode se manifestar de formas variadas, unindo tradições seculares à simplicidade das histórias de vida urbanas.

Para o futuro, a expectativa é que Silvio e seu garnisé Muttley continuem a frequentar espaços públicos da capital, promovendo o que o tutor considera uma terapia tanto para ele quanto para quem cruza o caminho da dupla. Eventos como este costumam ser amplamente compartilhados em redes sociais, gerando um engajamento positivo e humanizando o ambiente das grandes metrópoles. A história do galo que participou da procissão com um terço no pescoço entra para o folclore contemporâneo das festividades gaúchas, reforçando a identidade cultural de Porto Alegre como uma cidade capaz de acolher tanto o solene quanto o inusitado em uma mesma celebração.

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