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Flagrante de imprudência: Jovens circulam em veículo adaptado sem proteção em Nova Friburgo

Autoridades classificam conduta como infração gravíssima e monitoram vias para apreender automóvel improvisado em alta velocidade.

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Redação 360 Notícia
30 de maio de 2026 às 22:003 min
Flagrante de imprudência: Jovens circulam em veículo adaptado sem proteção em Nova Friburgo
Foto: Reprodução
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Jovens são flagrados em veículo artesanal na RJ-116, em Nova Friburgo, sem qualquer equipamento de segurança. Autoridades confirmam infrações gravíssimas e prometem apreensão imediata do automóvel caso retorne às ruas. Veja os riscos envolvidos na conduta imprudente.

Uma cena de extrema imprudência no trânsito chamou a atenção dos moradores de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, e mobilizou as autoridades de fiscalização nestes últimos dias. Um vídeo que circulou amplamente pelas redes sociais registrou o momento em que quatro jovens trafegavam em alta velocidade pela Avenida Engenheiro Hans Gaiser, utilizando um veículo improvisado e totalmente desprovido de itens básicos de segurança. O automóvel, que aparenta ser uma espécie de "kart" montado artesanalmente com peças de diferentes origens, foi flagrado circulando em um trecho urbano que corresponde à rodovia RJ-116, expondo não apenas os ocupantes, mas também pedestres e outros condutores a riscos severos de acidentes fatais.

O registro, feito pelos próprios envolvidos de dentro do veículo, mostra a estrutura metálica exposta e a ausência de cintos de segurança, retrovisores ou sinalização luminosa. Além da precariedade do equipamento, a conduta dos jovens agravou a situação: o veículo foi gravado utilizando o corredor entre as faixas de rolagem, espaço geralmente ocupado por motociclistas para fluidez do tráfego, o que é proibido para veículos de quatro rodas, mesmo que artesanais. A Secretaria Municipal de Mobilidade e Urbanismo (SEMU) de Nova Friburgo agiu prontamente após a repercussão das imagens, classificando a movimentação como uma violação direta das normas de trânsito vigentes no país.

De acordo com a SEMU, a circulação desse tipo de transporte adaptado sem o devido registro e homologação configura infração gravíssima. A pasta baseia-se nos artigos 115 e 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O artigo 115 exige que todo veículo automotor seja identificado externamente por placas, enquanto o artigo 230 aborda a condução de veículos que não estejam registrados, licenciados ou que apresentem defeitos no sistema de iluminação e segurança. A prefeitura informou de maneira categórica que, caso o veículo seja localizado novamente em vias públicas, haverá a remoção imediata por meio de reboque, além das sanções administrativas e financeiras aplicáveis aos responsáveis.

Para além das questões administrativas e das multas previstas no CTB, o episódio está sendo tratado como uma questão de segurança pública e de polícia. A Secretaria destacou que a direção perigosa em vias de grande circulação coloca a vida de terceiros em xeque, o que pode levar os envolvidos a responderem criminalmente pela exposição de perigo à vida alheia. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), órgão responsável pela gestão da rodovia RJ-116 naquele trecho, também emitiu nota oficial reforçando a importância da prudência. O órgão reiterou que a malha viária urbana exige atenção redobrada e que a criatividade mecânica não pode, sob hipótese alguma, sobrepor-se às leis de proteção à vida.

O caso levanta um debate relevante sobre o monitoramento das vias urbanas em cidades do interior e o papel da fiscalização preventiva. Especialistas em trânsito alertam que a tendência de criar veículos caseiros para lazer em propriedades particulares não pode ser transportada para as ruas, onde a dinâmica de fluxo é complexa e perigosa. O que esperar para os próximos dias é uma intensificação do patrulhamento na Avenida Engenheiro Hans Gaiser e arredores, uma vez que as autoridades já possuem as características visuais do protótipo e buscam identificar os jovens condutores. A comunidade friburguense aguarda um desfecho pedagógico para evitar que o exemplo se espalhe e resulte em uma tragédia evitável nas rodovias da Região Serrana.

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