Feijão cremoso em almoço de Lula e Trump desperta curiosidade e remete a tradições latinas
Prato servido na Casa Branca é herança da culinária mesoamericana e guarda semelhanças com o tutu mineiro.

O purê de feijão-preto servido em jantar entre Lula e Trump na Casa Branca gerou curiosidade por seu formato incomum no Brasil. Conhecido como frijoles refritos, o prato é um clássico da culinária centro-americana.
A escolha gastronômica para o encontro diplomático entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder norte-americano Donald Trump, realizado na Casa Branca nesta quinta-feira (7), despertou o interesse dos brasileiros. O ponto central da discussão foi a presença de um purê de feijão-preto acompanhando o prato principal de filé bovino. No Brasil, onde o grão é consumido prioritariamente em caldos, a textura pastosa e densa apresentada no banquete oficial causou estranhamento e ampla repercussão nas plataformas digitais.
Apesar da surpresa inicial do público nacional, a iguaria é um pilar da dieta na América Central e no México, conhecida tradicionalmente como "frijoles negros refritos". Esta receita histórica remete às civilizações maia e asteca, consistindo em feijões cozidos que são amassados e posteriormente refogados em gordura. O cardápio do encontro reforçou essa herança mesoamericana ao incluir também a jicama, uma raiz crocante típica da região, servida em uma salada com frutas cítricas e abacate.
Embora pareça exótica, a técnica de transformar o feijão em pasta possui um correspondente famoso no território brasileiro: o tutu de feijão. Tradicional da culinária mineira, o prato segue uma lógica semelhante de preparo, utilizando o grão amassado e refogado com temperos e farinha. A principal diferença reside na variedade do feijão utilizado e na finalização, mas a essência de servir o ingrediente de forma cremosa une as tradições gastronômicas das Américas.




