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Falsa nutricionista no DF é denunciada por golpe e desvio de fortuna de avós

Investigada utilizava registro profissional de outra pessoa para aplicar golpes e é acusada de maus-tratos e exploração financeira contra familiares.

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Redação 360 Notícia
5 de junho de 2026 às 06:003 min
Falsa nutricionista no DF é denunciada por golpe e desvio de fortuna de avós
Foto: Reprodução
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Thainah Ohana é acusada de exercer ilegalmente a profissão de nutricionista no DF e desviar R$ 130 mil de seus avós. O esquema envolvia o uso de registro profissional alheio e graves abusos financeiros contra idosos.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) oficializou uma denúncia contra Thainah Ohana dos Santos Maia, acusada de exercer ilegalmente a profissão de nutricionista e de cometer uma série de abusos financeiros contra os próprios avós. A investigação, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), revelou um esquema sofisticado de falsidade ideológica que não apenas lesou o patrimônio de idosos, mas também colocou em risco a saúde de dezenas de pacientes que buscavam orientação nutricional na região do Gama e em outras áreas administrativas da capital federal.

De acordo com o inquérito policial, o mecanismo utilizado pela suspeita envolvia a apropriação do registro profissional de uma nutricionista com nome semelhante, Thaina Azevedo Nunes. Aproveitando-se dessa coincidência nominal, a investigada teria confeccionado cartões de visita, receituários personalizados e logomarcas utilizando o número de registro do Conselho Regional de Nutrição (CRN) de uma profissional legítima que já não atuava mais no mercado. Esse detalhe permitiu que Thainah operasse durante meses sem levantar suspeitas imediatas, realizando consultas presenciais, avaliações de bioimpedância e prescrevendo substâncias manipuladas em farmácias, cobrando valores que chegavam a centenas de reais por atendimento.

O caso ganhou contornos ainda mais graves com a descoberta de que a acusada teria desviado mais de R$ 130 mil das contas bancárias de seus avós. Os abusos contra os idosos incluíam a contratação de empréstimos bancários sem autorização, a manipulação das finanças domésticas e até a indução do avô a transferir a titularidade de um veículo para terceiros. Relatos colhidos durante a fase de investigação apontam que Thainah utilizava chantagem emocional para manter o controle sobre os familiares e chegava a negligenciar cuidados básicos, como tratamentos odontológicos necessários para a saúde das vítimas. Além disso, a denúncia menciona que ela organizava rifas e vaquinhas online sob falsos pretextos, alegando que os recursos seriam destinados ao tratamento de saúde de sua mãe.

A farsa na área da saúde começou a desmoronar quando pacientes, após não observarem os resultados esperados ou suspeitarem do comportamento da "profissional", decidiram checar as informações junto aos órgãos de classe. Uma das vítimas relatou ter pago R$ 350 por uma dieta e compostos "detox" que poderiam causar danos à saúde, dado que a prescrição era feita por alguém sem a formação devida. A verdadeira dona do registro, Thaina Azevedo Nunes, descobriu o uso indevido de seu nome após ser contatada por pessoas enganadas pela investigada. Em depoimento, a nutricionista habilitada expressou choque com a gravidade das prescrições feitas em seu nome, ressaltando que certos manipulados sugeridos pela suspeita extrapolavam até mesmo as competências permitidas por lei para a categoria.

Atualmente, Thainah Ohana responde por uma série de crimes que incluem estelionato (simples e majorado por envolver vítimas idosas), exercício ilegal da profissão, falsidade ideológica, falsa identidade e maus-tratos a idosos. O processo judicial agora seguirá para a fase de instrução, onde as provas colhidas pela polícia e os depoimentos das vítimas serão analisados pelo juiz responsável. Especialistas alertam que este caso serve como um lembrete crucial para a população sobre a importância de verificar a veracidade de registros profissionais em sites oficiais de Conselhos Regionais (como CRM, CRN ou COREN) antes de iniciar qualquer tratamento de saúde. A defesa da acusada optou por não emitir manifestações públicas no momento, reservando os argumentos para o decorrer do processo judiciário.

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