Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde histórico em abril
Setor atingiu US$ 16,65 bilhões em vendas externas, o melhor resultado para o mês em quase três décadas.

O agronegócio brasileiro atingiu o faturamento recorde de US$ 16,65 bilhões em abril de 2026, impulsionado pela soja, carne bovina e pela forte demanda da China.
O agronegócio brasileiro estabeleceu um novo marco histórico para o mês de abril, atingindo US$ 16,65 bilhões em vendas externas. O montante representa uma expansão de 11,7% na comparação anual e consolida a maior cifra registrada desde 1997, início do monitoramento oficial. Com esse desempenho, o setor passou a concentrar quase metade de todo o faturamento das exportações nacionais no período, impulsionado pela combinação de uma safra recorde e a valorização dos preços internacionais.
No acumulado do primeiro quadrimestre, o segmento já soma US$ 54,6 bilhões em transações globais, o que também configura um recorde para a janela de janeiro a abril. A balança comercial específica do campo apresentou um superávit expressivo de US$ 15 bilhões somente no último mês, resultado do salto nas vendas enquanto as importações recuaram cerca de 3,6%. O Ministério da Agricultura atribui a crescente capilaridade dos produtos brasileiros à abertura estratégica de centenas de novos mercados internacionais nos últimos anos.
A China reforçou sua posição como o maior parceiro comercial do Brasil, absorvendo quase 40% dos embarques do agronegócio, com destaque para a soja e a carne bovina. As exportações de soja em grão renderam US$ 6,9 bilhões, acompanhadas por um desempenho excepcional da proteína bovina in natura, que faturou US$ 1,6 bilhão. Outros segmentos, como o complexo florestal, o farelo de soja e a celulose, também registraram volumes inéditos para o mês, evidenciando a diversificação da pauta exportadora.
Além dos grãos e carnes, o Brasil tem ampliado seu espaço no mercado de frutas e produtos de nicho. Itens como melão, limão e mamão bateram recordes de embarque no quadrimestre, refletindo o esforço de expansão do setor de fruticultura. Para a equipe econômica do governo, os dados confirmam a relevância do agro na geração de empregos e renda, além de projetar uma influência cada vez mais determinante do país na segurança alimentar global.






