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Exército de Israel toma o Castelo de Beaufort em avanço histórico no Líbano

Tropas das FDI tomam fortaleza histórica das Cruzadas em avanço estratégico que marca a maior penetração em solo libanês em 26 anos.

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Redação 360 Notícia
31 de maio de 2026 às 06:003 min
Exército de Israel toma o Castelo de Beaufort em avanço histórico no Líbano
Foto: Reprodução
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Em uma operação militar de alto impacto, tropas israelenses tomaram o controle do histórico Castelo de Beaufort, no sul do Líbano. A captura marca a incursão mais profunda em território libanês em mais de duas décadas, intensificando a guerra contra o Hezbollah e alterando o equilíbrio estratégico na região.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) alcançaram um marco militar significativo em sua atual ofensiva terrestre no sul do Líbano com a captura do Castelo de Beaufort. A fortaleza histórica, erguida durante o período das Cruzadas e situada no topo de uma elevação estratégica próxima à cidade de Nabatieh, foi tomada após intensos confrontos armados e uma série de bombardeios aéreos coordenados. Esta movimentação representa a penetração mais profunda de tropas israelenses em território libanês desde o ano 2000, evidenciando uma escalada nas operações militares destinadas a neutralizar a influência e a infraestrutura do grupo extremista Hezbollah na região montanhosa da fronteira.

O Castelo de Beaufort possui um valor simbólico e tático imensurável no histórico de conflitos entre as duas nações. Durante a invasão do Líbano em 1982, Israel ocupou a fortaleza e a manteve como um posto de observação privilegiado por 18 anos, retirando-se apenas em 2000, quando encerrou a ocupação do sul do país. A recaptura do local agora em 2026 ocorre no contexto de uma guerra que eclodiu em março, desencadeada por ataques de foguetes do Hezbollah em resposta a operações militares contra o Irã. O retorno a Beaufort não é apenas uma vitória logística para monitorar movimentações em Nabatieh, mas também um gesto de domínio territorial em uma área que antes era considerada um bastião inexpugnável do grupo xiita.

De acordo com informações divulgadas por Avichay Adraee, porta-voz militar israelense, a operação para a tomada da cordilheira de Beaufort e do vale de Suluki foi meticulosamente planejada para desmantelar arsenais e centros de comando que o Hezbollah utilizava para ameaçar comunidades civis no norte de Israel. O avanço das tropas terrestres superou barreiras naturais e geográficas importantes, cruzando o rio Litani — que historicamente servia como uma linha de demarcação para a zona de amortecimento. Com a consolidação das posições no castelo, as forças israelenses encontram-se agora a aproximadamente cinco quilômetros de Nabatieh, um dos centros urbanos e logísticos mais vitais do sul do Líbano, aumentando a pressão sobre o Governo de Beirute e o comando militar do Hezbollah.

A ofensiva ocorre em um momento diplomático paradoxal. Enquanto os tanques avançam no terreno, representantes de Israel e do Líbano mantêm diálogos diretos em Washington, sob mediação internacional, na tentativa de buscar uma solução para as hostilidades. Oficialmente, um cessar-fogo nominal estava em vigor desde meados de abril, mas as violações sistemáticas de ambos os lados tornaram o acordo praticamente ineficaz. Para o leitor brasileiro que acompanha a geopolítica do Oriente Médio, o cenário atual reflete a falência das tentativas de contenção por meio de leis internacionais e destaca a estratégia de Israel de criar "fatos consumados" no território para fortalecer sua posição em futuras mesas de negociação de paz ou de retirada.

Os desdobramentos humanitários e políticos desta incursão são profundos. Desde o início dos combates em março, o Líbano contabiliza mais de 3.350 vítimas fatais e um contingente superior a 1 milhão de deslocados internos, sobrecarregando uma economia já fragilizada. Especialistas alertam que a captura de Beaufort pode sinalizar o início de uma ocupação prolongada ou a expansão da ofensiva para áreas ainda mais profundas, caso as metas de segurança de Israel não sejam atendidas. Enquanto o Hezbollah e o governo libanês ainda não emitiram declarações oficiais sobre a perda da fortaleza, o exército israelense reafirma estar preparado para ampliar o raio de ação, sinalizando que a estabilidade na região permanece como uma meta distante e dependente da evolução dos confrontos nos próximos dias.

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