Estudantes da Unesp paralisam atividades por melhorias na assistência e infraestrutura
Mobilização em Araraquara e Rio Claro busca reajuste de benefícios e contratação de professores efetivos no interior paulista.

Alunos das unidades de Araraquara e Rio Claro aderem à greve das universidades estaduais de SP. Movimento pede aumento em bolsas-auxílio, contração de professores efetivos e melhorias na infraestrutura.
Estudantes dos campi da Unesp em Araraquara e Rio Claro decidiram paralisar suas atividades acadêmicas como parte de uma mobilização que atinge as universidades estaduais paulistas. O movimento reivindica um aumento no repasse orçamental para a instituição e melhorias significativas nas políticas de permanência estudantil. Em Araraquara, cursos das áreas de humanas, biatas e saúde aderiram ao movimento, enquanto em Rio Claro a paralisação afeta graduações como física, pedagogia e diversas engenharias.
Entre as principais pautas apresentadas pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) está o reajuste do auxílio financeiro para os alunos, propondo que o valor atual pule de R$ 800 para o patamar do salário mínimo estadual. Os manifestantes argumentam que o perfil socioeconômico do corpo discente mudou, com maior presença de alunos vindos da rede pública. Além disso, há queixas sobre a falta de docentes efetivos, o que tem gerado atrasos no cronograma de aulas e prejudicado projetos de pesquisa e extensão devido ao uso excessivo de contratos temporários.
A pauta de reivindicações também inclui a implementação de cotas para pessoas trans, a criação de um vestibular indígena e melhorias na qualidade da alimentação oferecida nos restaurantes universitários. Relatos de alunos apontam situações críticas na infraestrutura de alimentação em Araraquara. Em nota, a Unesp declarou respeitar o direito de manifestação e informou que as demandas gerais estão sendo discutidas pelo Conselho de Reitores (Cruesp). A decisão sobre a manutenção do calendário escolar cabe individualmente a cada unidade.






