Minha Voz

Entre tudo ou nada

Há quem se contente com o morno; eu, não. Eu quero o fervente, o gelado, o que pulsa, o que marca.

16 de fevereiro de 2026 às 13:442 min
Entre tudo ou nada
Foto: Reprodução
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Há quem se contente com o morno; eu, não. Eu quero o fervente, o gelado, o que pulsa, o que marca.

Entre o Tudo e o Nada Nas curvas da vida, há quem freie. Eu, não. Capoto, despenco, me lanço. Vivo no limite do sentir — e talvez seja isso que me salve. Não sei andar pela margem, não sei ser pouco. Há quem se contente com o morno; eu, não. Eu quero o fervente, o gelado, o que pulsa, o que marca. Viver de coisas medianas é como mastigar o tempo sem sabor. Não dá. Eu preciso me embriagar de sentidos, de poesia, de exageros que gritam. Preciso que cada dia tenha uma cor a mais, um gesto além, um silêncio que diga. Não me basta sentir — eu transbordo. E nisso, às vezes, me perco. Mas prefiro me perder no excesso do que me encontrar na falta. A vida acontece entre o tudo e o nada. E é nesse entre que eu me faço ponte: entre a partida e a chegada, entre o sonho e a realidade, entre o que fui e o que ainda não sou. Carrego o extraordinário dentro do comum e não permito que a dureza do real apague o brilho do simples. Embriago-me de poesia todo santo dia, porque sei que sem ela, até o ar pesa. A poesia é minha rebeldia contra os dias iguais. Minha forma de dizer ao mundo que estou aqui — não para passar, mas para viver, intensamente. Antonio Marcos de Souza. 22 de julho de 2025

#curvas#vida#vivo#tempo

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