Embarcação de apoio à Petrobras encalha em Macaé após colisão com rochas
Navio Skandi Amazonas sofreu avaria no casco após colidir com rochas; 29 tripulantes foram resgatados sem ferimentos.

Navio Skandi Amazonas sofre avaria no casco e é encalhado em Macaé para evitar naufrágio. Todos os 29 tripulantes foram resgatados sem ferimentos.
Na noite desta sexta-feira (15), uma embarcação de apoio logístico denominada Skandi Amazonas precisou ser encalhada propositalmente na Praia Campista, em Macaé, após sofrer danos estruturais. O navio, que realiza serviços de ancoragem submarina para a Petrobras, teria colidido com formações rochosas ao se aproximar da área do porto, o que resultou em uma fissura no casco e entrada de água no setor das máquinas. A manobra de direcionar a unidade para a areia foi adotada pela tripulação como uma medida estratégica para evitar um naufrágio e garantir a estabilidade da plataforma.
No momento do incidente, 29 profissionais estavam a serviço no interior do navio. De acordo com informações da empresa DOF e da Petrobras, 12 trabalhadores foram retirados do local em segurança ainda durante a noite, enquanto uma equipe reduzida de 17 pessoas permaneceu a bordo para monitorar a situação técnica e colaborar com as ações de contenção. Representantes sindicais confirmaram que não houve feridos e que os funcionários desembarcados receberam suporte psicológico e foram encaminhados para acomodações em hotéis da região.
A Marinha do Brasil e órgãos ambientais acompanham o caso de perto. Até o momento, a embarcação apresenta uma inclinação lateral, mas permanece estável e operando com energia de geradores de emergência, sem indícios de vazamento de combustíveis ou danos ao ecossistema local. Uma comissão de investigação será instaurada para apurar as causas exatas da colisão, contando com a participação de especialistas e representantes dos marítimos, enquanto o plano para a retirada definitiva do navio da faixa de areia está em fase de elaboração.





