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Em tempos de relações frágeis, não aprendi a fingir

Prefiro o incômodo da verdade à doçura ensaiada de um afeto raso.

16 de fevereiro de 2026 às 13:442 min
Em tempos de relações frágeis, não aprendi a fingir
Foto: Reprodução
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Prefiro o incômodo da verdade à doçura ensaiada de um afeto raso.

Em tempos de relações frágeis, não aprendi a fingir

Em tempos de laços frouxos, de afeto por conveniência, onde palavras se dizem fáceis e silêncios se evitam por medo — eu sigo inteiro. Mesmo quebrado, não aprendi a fingir.

Não sei sorrir quando dói, nem disfarçar o peso no peito. Meus olhos entregam o que a boca não diz, minha ausência grita quando a alma já não cabe no lugar.

Prefiro o incômodo da verdade à doçura ensaiada de um afeto raso. Prefiro o olhar que sustenta à presença que escapa.

Enquanto muitos escolhem o jogo, eu escolho o risco. Enquanto esperam o aplauso, eu ofereço silêncio, mas um silêncio sincero.

Sim, eu erro — por inteiro. Amo — sem medida. Parto — quando não há espaço. Mas fingir, isso nunca soube. Nem quis.

Que fiquem os que não temem profundezas, os que sabem nadar no escuro, os que não se assustam com o barulho de um coração verdadeiro.

Porque, em tempos de relações frágeis, ser real é quase um ato de resistência.

E eu resisto.

Antonio Marcos de Souza, 30 de julho de 2025

#relações#frágeis#laços#silêncio

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