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É falso que vídeo de colisão entre helicópteros mostre acidente ocorrido no Rio de Janeiro

Imagens que viralizaram após tragédia na Zona Oeste carioca pertencem, na verdade, a um desastre aéreo ocorrido na Malásia em abril de 2024.

Redação 360 Notícia
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14 de junho de 2026 às 21:003 min
É falso que vídeo de colisão entre helicópteros mostre acidente ocorrido no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução
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Circula nas redes sociais um vídeo de colisão aérea atribuído ao acidente ocorrido no Rio de Janeiro neste domingo. No entanto, as imagens são de um desastre na Malásia ocorrido no início do ano.

A disseminação de conteúdos enganosos nas redes sociais ganhou um novo capítulo neste domingo (14), após um grave acidente aéreo registrado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um vídeo que mostra a colisão direta entre dois helicópteros em baixa altitude viralizou rapidamente em plataformas como o X (antigo Twitter) e o WhatsApp, acumulando milhões de visualizações em poucas horas. No entanto, agências de checagem e autoridades confirmaram que as imagens não possuem qualquer relação com o episódio ocorrido em solo brasileiro. Trata-se de um registro antigo de um acidente internacional, utilizado fora de contexto para atrair engajamento em meio à tragédia local.

O incidente real no Rio de Janeiro, ocorrido na manhã deste domingo, resultou na morte de seis pessoas após a queda de aeronaves em um pátio de veículos. Aproveitando-se do clamor público e da busca por informações visuais do desastre, perfis desinformadores resgataram uma gravação impactante de uma colisão aérea ocorrida na Malásia, em abril de 2024. No vídeo estrangeiro, é possível observar as aeronaves sobrevoando uma área de mata antes de se chocarem e caírem bruscamente. Embora a cena seja verídica e não tenha sido gerada por ferramentas de inteligência artificial, a atribuição geográfica e temporal está completamente dissociada da realidade dos fatos ocorridos no Rio.

Especialistas em segurança digital alertam que esse tipo de desinformação se beneficia do chamado "vácuo de informação", o período imediatamente após uma tragédia onde as imagens oficiais ainda não foram liberadas pela perícia ou pela imprensa profissional. Ao inserir uma legenda falsa em um vídeo chocante de outro país, os autores da postagem conseguem viralizar o conteúdo de forma orgânica, uma vez que usuários impactados pela notícia tendem a compartilhar o registro sem verificar a procedência. No caso específico deste domingo, a publicação falsa no X chegou a ultrapassar a marca de 3,4 milhões de visualizações antes de ser sinalizada como improcedente.

A colisão mostrada no vídeo, que de fato aconteceu na Malásia durante um ensaio para uma parada naval, envolveu aeronaves militares e teve ampla cobertura da mídia internacional na época. Ao comparar os modelos dos helicópteros e a vegetação do local, fica claro que o cenário não corresponde à região da Zona Oeste carioca onde o acidente deste domingo foi registrado. A utilização de imagens de tragédias passadas para ilustrar eventos correntes é uma estratégia comum de "caça-cliques", que além de confundir a população, pode prejudicar o trabalho de investigação e causar sofrimento adicional às famílias das vítimas envolvidas no caso real.

Diante da propagação desenfreada de notícias falsas, as autoridades reforçam a necessidade de cautela ao consumir e compartilhar informações de fontes não verificadas. O protocolo recomendado é sempre buscar veículos de imprensa consolidados e checar se o conteúdo audiovisual apresenta elementos que condizem com o local do fato anunciado. As plataformas de redes sociais também estão sob pressão para aprimorar os algoritmos de identificação de mídia fora de contexto. Enquanto isso, o caso do Rio de Janeiro segue sob investigação dos órgãos competentes da aeronáutica e da polícia civil, que buscam identificar as causas técnicas do acidente que vitimou as seis pessoas envolvidas.

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