Dino denuncia hostilidade de funcionária aérea e defende educação cívica nas empresas
Ministro do STF sofreu ameaças em aeroporto paulista; Edson Fachin repudiou o ataque e defendeu a civilidade democrática.

Flávio Dino relatou ter sido alvo de ameaças por parte de uma funcionária de companhia aérea em São Paulo. O ministro defendeu a educação cívica nas empresas para conter o ódio político.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou suas redes sociais para reportar um episódio de hostilidade ocorrido em um aeroporto de São Paulo. Segundo o magistrado, uma funcionária de uma empresa aérea teria expressado agressividade ao conferir seus documentos de embarque. Conforme o relato, a mulher teria dito a um agente de segurança do tribunal que sentia vontade de xingar o ministro, corrigindo-se em seguida ao afirmar que "seria melhor matar".
Dino relacionou o ocorrido à sua posição institucional no STF, ressaltando que não possui qualquer vínculo pessoal com a funcionária envolvida. Para o ministro, esse tipo de comportamento gera preocupação sobre a segurança em serviços essenciais e o impacto do ódio político no cotidiano. Ele sugeriu que empresas do setor privado promovam ações internas de educação cívica, visando garantir a cordialidade no atendimento ao público e evitar que divergências ideológicas comprometam a convivência social.
O episódio repercutiu no Supremo, onde o presidente da Corte, Edson Fachin, manifestou solidariedade pública ao colega. Durante uma cerimônia no Conselho Nacional de Justiça, Fachin repudiou o uso de violência ou agressão pessoal como forma de manifestação política. O magistrado destacou que, embora a crítica seja um direito democrático, a incitação ao ódio e os ataques coordenados contra autoridades ferem os princípios republicanos e a estabilidade das instituições brasileiras.





