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Desembargador Vicente Malheiros toma posse na Academia de Letras da PM em Belém

Magistrado santareno assume cadeira cujo patrono é seu pai, o maestro Isoca, em sessão solene com rito militar no palacete da APL.

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Redação 360 Notícia
28 de maio de 2026 às 15:003 min
Desembargador Vicente Malheiros toma posse na Academia de Letras da PM em Belém
Foto: Reprodução
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O desembargador Vicente Malheiros assume a cadeira 32 da Academia de Letras e Artes da PM do Pará em Belém. Cerimônia inédita marca o preenchimento total das 40 vagas da instituição e celebra o legado cultural da família Malheiros da Fonseca no estado.

A capital paraense será palco de um evento histórico que une a disciplina militar ao refinamento intelectual nesta sexta-feira (29). O desembargador aposentado Vicente José Malheiros da Fonseca, natural de Santarém, assume oficialmente a cadeira de número 32 da Academia de Letras e Artes da Polícia Militar do Pará (ALAPMPA). A cerimônia, que ocorrerá no imponente palacete da Academia Paraense de Letras (APL), em Belém, às 19h30, representa um marco para a instituição, que passará a contar com seu quadro completo de 40 acadêmicos pela primeira vez. O magistrado, reconhecido por sua vasta contribuição ao judiciário e também à cultura regional, terá o papel central de discursar em nome de todos os novos empossados da noite.

Para compreender a relevância deste evento, é necessário observar a trajetória de Vicente Malheiros. Integrante de uma linhagem familiar profundamente enraizada na produção artística e intelectual da Amazônia, ele ocupa agora uma cadeira que homenageia seu próprio pai, o maestro Wilson Dias da Fonseca, mundialmente conhecido como Isoca. O bardo santareno foi uma das figuras mais proeminentes da música erudita no Norte do Brasil, e a escolha de seu filho para dar continuidade a esse legado dentro da ALAPMPA reforça o compromisso da academia da Polícia Militar em preservar e exaltar as raízes culturais do estado do Pará, fundindo a história familiar à história institucional.

A solenidade não será apenas um ato administrativo de posse, mas uma celebração multifacetada. Um dos momentos mais aguardados é a execução do Hino Oficial da Academia, uma obra composta pelo próprio desembargador Vicente Malheiros. A peça musical contará com a interpretação vocal do barítono Itanaã Moraes Figueiredo e terá a parte técnica de som conduzida por Luiz Pardal. Além do magistrado de Santarém, a lista de novos imortais inclui nomes de peso na administração pública e na segurança paraense, como o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Sérgio Neves, o chefe da Casa Militar, coronel Costa Júnior, e o reitor da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Clay Anderson Chagas, demonstrando a capilaridade e a importância da academia na esfera intelectual paraense.

O ritual militar também estará presente para conferir solenidade ao evento. A presidência da cerimônia, sob o comando do coronel Marcus Paulo Ruffeil Rodrigues, prevê a tradicional "Cúpula de Aço", um rito onde oficiais da corporação formam um corredor com espadas cruzadas para a recepção dos novos acadêmicos. Este simbolismo destaca a ponte que a ALAPMPA busca construir entre a rigidez militar e a fluidez das artes. Ao preencher as 14 vagas de membros efetivos e duas honorárias que faltavam, a entidade consolida sua estrutura interna e se projeta como um fórum de debates literários e artísticos, essencial para a memória das forças de segurança do Pará.

Para o leitor brasileiro, especialmente o da região amazônica, este evento demonstra como as instituições de segurança pública estão buscando humanizar sua atuação através do fomento à cultura e à valorização do conhecimento acadêmico. A presença de um desembargador de carreira sólida, aliado a acadêmicos de reitorias e altos comandos militares, sugere que a preservação do patrimônio imaterial paraense é uma prioridade conjunta. A partir desta posse, a Academia de Letras e Artes da Polícia Militar do Pará entra em uma nova fase operacional, com todas as suas cadeiras ocupadas, o que deve impulsionar futuras publicações, eventos literários e premiações que mantenham viva a história das letras no estado, unindo tradição, música e direito sob o mesmo teto.

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