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Corpo encontrado no mar é identificado como homem desaparecido em Ilhabela

Identificação foi confirmada pela Polícia Civil após corpo ser localizado na região da Ilha de Búzios; causa da morte foi afogamento.

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Redação 360 Notícia
2 de junho de 2026 às 00:003 min
Corpo encontrado no mar é identificado como homem desaparecido em Ilhabela
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil confirmou que o corpo encontrado em Ilhabela é de Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, desaparecido após acidente com moto aquática. A identificação encerra as buscas no Litoral Norte.

A Polícia Civil de São Paulo confirmou oficialmente, na noite desta segunda-feira, que o corpo localizado durante as operações de resgate no Litoral Norte pertence a Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos. O jovem estava desaparecido desde o final de maio, após um incidente envolvendo uma moto aquática nas proximidades de Ilhabela. O reconhecimento põe fim a um período de angústia para familiares e encerra as atividades de busca conduzidas pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) e pela Defesa Civil, que mobilizaram recursos aéreos e náuticos ao longo de vários dias.

O caso teve início no dia 24 de maio, quando Dheorge e uma acompanhante, identificada como Bruna Damaris da Silva, de 26 anos, saíram para um passeio de moto aquática partindo da região da Praia Ponta das Canas. O que deveria ser um momento de lazer transformou-se em tragédia quando a embarcação apresentou problemas. Segundo relatos posteriores da sobrevivente, o veículo teria afundado, e a força das correntezas rapidamente separou o casal, levando-os para mar aberto. A embarcação foi encontrada posteriormente à deriva, a quilômetros de distância do ponto de partida, o que acionou o alerta do Protocolo de Busca e Salvamento na região.

A localização do corpo ocorreu na área marítima da Ilha de Búzios, um ponto estratégico que já vinha sendo monitorado pelas equipes de salvamento após a descoberta de um colete salva-vidas utilizado pela vítima. O médico-legista Ricardo Cortes, responsável pela análise inicial, indicou que a causa do óbito foi afogamento, reforçando a hipótese de que Dheorge não conseguiu resistir às condições adversas do mar após a submersão da moto aquática. O resgate foi complexo devido às condições geográficas e climáticas da região, conhecida por correntes marítimas variáveis que podem deslocar objetos e pessoas por grandes distâncias em curto período.

O desfecho para Bruna Damaris, felizmente, foi diferente. A jovem foi resgatada com vida por pescadores após suportar heróicas e dramáticas 42 horas à deriva. Ao ser localizada próxima à Ilha de Búzios, ela apresentava sinais de confusão mental, hipotermia e severa desidratação. Bruna recebeu atendimento médico no Hospital Municipal Mário Covas Jr., em Ilhabela, de onde recebeu alta após dois dias de internação. Seu depoimento foi crucial para que as autoridades delimitassem o perímetro de buscas por Dheorge, embora a esperança de encontrá-lo com vida tenha se dissipado com o passar do tempo e a localização do cadáver na segunda-feira.

Este trágico incidente serve como um alerta rigoroso para os frequentadores do litoral brasileiro sobre a importância da segurança na navegação de lazer. Especialistas apontam que, além do uso obrigatório de coletes salva-vidas homologados, é fundamental verificar as condições mecânicas das motos aquáticas e estar atento às previsões meteorológicas, que no Litoral Norte de São Paulo podem mudar repentinamente. O Grupamento de Marítimo reforça que o aviso antecipado de rotas a marinas ou conhecidos é uma medida que pode salvar vidas em casos de imprevistos em alto-mar.

Com a confirmação da identidade da vítima e a determinação da causa da morte, as investigações agora entram em uma fase administrativa e jurídica. A Marinha do Brasil e a Polícia Civil continuarão o inquérito para apurar se houve falha humana, negligência na manutenção do equipamento ou se o acidente foi puramente uma fatalidade decorrente das forças da natureza. O processo de identificação já foi totalmente concluído, liberando o corpo para os trâmites fúnebres pela família, enquanto a comunidade local de Ilhabela e os setores de turismo náutico discutem formas de reforçar a fiscalização e a orientação para evitar que episódios semelhantes se repitam.

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