Copa do Mundo terá abertura tripla com Shakira no México e Anitta em Los Angeles
Com três eventos inaugurais em países diferentes, FIFA escala time de peso com Shakira, Anitta e Katy Perry para abrir o mundial.
Shakira e Anitta estão confirmadas para as históricas cerimônias de abertura da Copa do Mundo, que terá sedes divididas entre México, Canadá e EUA. Com shows simultâneos e um elenco de estrelas globais, a FIFA aposta em um formato inédito de entretenimento e filantropia.
A contagem regressiva para o maior espetáculo de futebol do planeta ganhou contornos de megaprodução musical com o anúncio oficial das atrações para as cerimônias de abertura da próxima Copa do Mundo. Pela primeira vez na história, o torneio será inaugurado com três eventos distintos, refletindo a natureza compartilhada da sede entre México, Canadá e Estados Unidos. A estrela colombiana Shakira, figura já emblemática na história dos mundiais, foi confirmada como a principal estrela do evento inicial na Cidade do México. A cantora, reconhecida por sucessos globais como "Waka Waka", dará voz à música oficial do torneio, intitulada "Dai Dai", em uma performance que dividirá as atenções com o artista nigeriano Burna Boy. O evento acontece no lendário Estádio Azteca, precedendo o embate inaugural entre a seleção mexicana e a África do Sul.
Para o público brasileiro, a grande expectativa gira em torno de Anitta. A "Girl from Rio" consolidou sua presença no cenário internacional e subirá ao palco na cerimônia de Los Angeles, nos Estados Unidos, marcada para o dia 12 de junho. A apresentação de Anitta reforça o papel da música pop latina no centro das decisões culturais esportivas globais. Ao lado da brasileira, o evento em solo americano contará com um elenco diversificado que inclui a estrela pop Katy Perry, a integrante do grupo sul-coreano BLACKPINK, Lisa, o fenômeno do afrobeats Rema e o influente rapper Future. Este segundo dia de celebrações ocorrerá antes do confronto entre Estados Unidos e Paraguai, prometendo transformar o estádio em uma arena de entretenimento digna dos grandes espetáculos do país.
A estratégia da FIFA para esta edição tri-nacional é audaciosa e visa descentralizar a festa, conferindo a cada anfitrião um momento exclusivo de protagonismo. Além do México e dos EUA, o Canadá terá sua própria cerimônia em Toronto, também no dia 12 de junho. O país levará a campo ícones nacionais como Alanis Morissette e Michael Bublé, que recepcionarão os torcedores antes do jogo entre Canadá e Bósnia e Herzegovina. A produção de todos os três eventos está sob a responsabilidade do prestigiado italiano Marco Balich. Conhecido por seu trabalho em Olimpíadas, Balich tem a missão de integrar elementos culturais locais de cada nação com a grandiosidade exigida por um evento que é assistido por bilhões de pessoas ao redor do globo.
Além do valor artístico, a música oficial "Dai Dai" possui um propósito humanitário relevante para o cenário contemporâneo. A FIFA estabeleceu a meta ambiciosa de arrecadar cerca de US$ 100 milhões por meio da canção para o Fundo Global de Educação da FIFA Global Citizen. Essa iniciativa busca utilizar a plataforma massiva do esporte para promover melhorias reais na educação ao redor do mundo, vinculando o espetáculo à responsabilidade social. A participação de Shakira neste contexto é particularmente simbólica, dado seu histórico de ativismo filantrópico em prol da educação infantil através de sua fundação na Colômbia. A programação no México ainda incluirá nomes de peso como Alejandro Fernández, Maná, J Balvin e a premiada Tyla, evidenciando uma curadoria que prestigia tanto a tradição quanto o novo pop global.
O encerramento do torneio também promete ser um marco cultural sem precedentes. Shakira deve retornar aos palcos na grande final, mas desta vez em um formato de show do intervalo inspirado no Super Bowl americano. Para este momento culminante, ela dividirá o palco com a Rainha do Pop, Madonna, e o fenômeno do K-pop, BTS. É um movimento estratégico da FIFA para manter o engajamento de diferentes gerações e nichos de público ao longo de todo o mês de competição. Ao comparar com o cenário de 1994, quando os Estados Unidos sediaram a Copa sozinhos e Diana Ross foi o destaque, percebe-se a evolução do torneio para um festival cultural multifacetado, onde o entretenimento musical é tão fundamental quanto a bola rolando em campo.





