Conselho do MP autoriza megashows gratuitos na Avenida Paulista
Com votação apertada, colegiado autoriza eventos extras no cartão-postal sob exigências de custo zero para a prefeitura e plano de segurança rigoroso.

O Ministério Público de São Paulo aprovou novo acordo que permite até dois shows internacionais gratuitos por ano na Avenida Paulista. A prefeitura deverá cumprir exigências de segurança e custo zero para o município.
O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo deu sinal verde para a realização de grandes shows gratuitos na Avenida Paulista, alterando uma restrição que vigorava desde 2007. Por uma votação apertada de 6 a 5, o colegiado validou a revisão do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), permitindo que o tradicional corredor paulistano receba eventos além da Parada LGBT+, da Corrida de São Silvestre e do Réveillon. A prefeitura planeja inaugurar o novo formato com uma atração internacional ainda neste semestre.
A aprovação não foi isenta de polêmicas e exigiu uma proposta mediadora do procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa. Enquanto uma ala do conselho demonstrava preocupação com a falta de estudos detalhados sobre ruído, mobilidade e o funcionamento de hospitais na região, a maioria decidiu que o município poderá seguir com os planos, desde que apresente garantias técnicas rigorosas antes de cada apresentação. Esses pacotes devem incluir estratégias de evacuação, controle de multidões e a anuência de órgãos de segurança e transporte.
Para proteger os cofres públicos e o patrimônio local, o novo acordo estabelece que as apresentações mirem o modelo de custo zero para a administração municipal. Isso significa que despesas com infraestrutura, limpeza e o pagamento de artistas devem ser custeadas pela iniciativa privada. Além disso, os organizadores serão responsáveis por eventuais danos à infraestrutura urbana. A gestão municipal defende que a medida democratiza o acesso ao lazer, citando bandas consagradas como possíveis estrelas do projeto.
Moradores e associações de bairro, contudo, manifestaram forte oposição durante a sessão. A principal queixa recai sobre a poluição sonora e o impacto na rotina de quem reside no entorno, transformado em um "cânion" que potencializa o volume dos shows. Apesar das críticas, a prefeitura sustenta possuir o conhecimento técnico necessário para gerenciar os fluxos e impactos, buscando replicar em São Paulo o sucesso de eventos de massa realizados em outras capitais brasileiras.






