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Condenado por estupro de vulnerável é capturado após dez anos foragido no litoral de SP

Culpado por abusos contra crianças de cinco anos, criminoso foi localizado em chácara isolada após monitoramento de veículo.

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Redação 360 Notícia
30 de maio de 2026 às 10:003 min
Condenado por estupro de vulnerável é capturado após dez anos foragido no litoral de SP
Foto: Reprodução
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Um homem de 56 anos, condenado a mais de 26 anos de prisão por abusar das netas de sua esposa, foi preso em Itanhaém após dez anos de fuga. O criminoso foi localizado por meio de câmeras de monitoramento enquanto buscava remédios para a atual companheira.

A Polícia Civil de São Paulo efetuou a prisão de um homem de 56 anos, condenado por crimes de estupro de vulnerável contra as netas de sua então esposa, em uma operação realizada na cidade de Itanhaém, no litoral paulista. O indivíduo estava foragido há quase uma década, após ser denunciado por atos libidinosos praticados contra crianças de apenas cinco anos de idade. A captura foi resultado de um intenso trabalho de inteligência conduzido pelo 3º Distrito Policial da cidade litorânea, que conseguiu rastrear o paradeiro do criminoso que vivia escondido em uma região isolada.

O caso remonta a meados da década passada, quando a mãe das vítimas registrou um boletim de ocorrência na cidade de Limeira, no interior de São Paulo. A denúncia surgiu após uma das meninas apresentar comportamentos e vocabulário de conotação sexual incompatíveis com sua idade, revelando que o padrasto de sua mãe e marido de sua avó as submetia a abusos constantes. Segundo os relatos colhidos durante o processo, o agressor tentava manipular o entendimento das crianças alegando que as práticas sexuais forçadas, que incluíam sexo oral, eram meras "brincadeiras". Essa tática de aliciamento é comum em crimes intrafamiliares, onde o agressor utiliza vínculos de confiança para silenciar as vítimas e prolongar o ciclo de violência.

Após a formalização da denúncia e o início das investigações na época, o homem fugiu, tentando escapar da responsabilização penal. Em 2016, ele foi condenado a uma pena de 26 anos e oito meses de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável em continuidade delitiva. A sentença tornou-se definitiva (trânsito em julgado) no ano de 2020, mas o paradeiro do condenado permanecia um mistério até recentemente. As investigações apontam que ele se estabeleceu em Itanhaém há pelo menos oito anos, buscando refúgio em uma área rural e de difícil acesso para evitar a detecção pelas autoridades de segurança pública.

A localização do foragido foi possível graças ao monitoramento tecnológico. Os agentes do 3º DP de Itanhaém identificaram o veículo utilizado pelo homem e contaram com o suporte das câmeras de vigilância da Guarda Civil Municipal (GCM) para traçar sua rotina. Foi observado que, apesar de viver em uma chácara isolada e desprovida de monitoramento eletrônico, o criminoso frequentava regularmente uma unidade de saúde local. Ele realizava o trajeto para buscar medicamentos destinados ao tratamento de diabetes de sua atual companheira, o que forneceu a "janela" necessária para a abordagem policial.

A operação de captura ocorreu em plena luz do dia, na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. Após observarem o homem saindo do posto de saúde, os policiais realizaram o acompanhamento tático do veículo. A abordagem final aconteceu em um posto de combustíveis na Avenida Professor Vicente Caetano de Lima, onde o indivíduo parou para abastecer. Sem oferecer resistência imediata, ele foi conduzido à delegacia para o cumprimento do mandado de prisão expedido pela Justiça. Agora, o condenado deverá iniciar o cumprimento de sua pena em regime fechado, encerrando um período de impunidade que durava dez anos.

Este caso reforça a importância dos sistemas de videomonitoramento integrados e da persistência das forças de segurança em crimes de natureza sexual, que muitas vezes sofrem com a demora processual ou a evasão dos culpados. Para o leitor brasileiro, o episódio serve como um alerta sobre a necessidade de atenção aos sinais emitidos por crianças em ambientes domésticos. Especialistas destacam que mudanças bruscas de comportamento, regressões ou o uso de termos sexuais por menores de idade são indicadores críticos que devem ser investigados imediatamente pelas autoridades competentes para interromper abusos e garantir proteção integral à infância.

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