Cientistas alertam para riscos de calor extremo durante a Copa do Mundo de 2026
Especialistas em saúde afirmam que normas atuais da Fifa são insuficientes para proteger atletas em temperaturas extremas na América do Norte.

Especialistas de saúde e clima alertam que as normas da Fifa para o calor na Copa de 2026 são insuficientes e pedem protocolos mais rígidos para proteger a integridade dos atletas.
Um coletivo formado por 20 especialistas internacionais em saúde e clima enviou uma carta aberta à Fifa alertando para os riscos severos que as altas temperaturas representarão durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo o grupo, as atuais diretrizes de segurança da entidade estão desatualizadas e são insuficientes para proteger os atletas de danos graves à saúde, como a exaustão térmica e a insolação, especialmente em sedes localizadas no sul dos Estados Unidos e no norte do México.
Os pesquisadores sugerem mudanças imediatas nos protocolos do torneio, que será realizado em conjunto com o Canadá. Entre as reivindicações, está a interrupção ou o adiamento de partidas sempre que o índice de estresse térmico superar marcas críticas, além da ampliação das atuais pausas para resfriamento de três para pelo menos seis minutos. O alerta destaca que, devido às mudanças climáticas, o risco de calor extremo quase dobrou em comparação ao Mundial de 1994, também sediado na América do Norte.
Em resposta, a Fifa afirmou que o bem-estar de jogadores e torcedores é uma prioridade e que o planejamento do evento contempla o monitoramento meteorológico em tempo real. A entidade informou que utiliza bancos climatizados e avalia o estresse térmico pelo método WBGT para tomar decisões operacionais. O cronograma de jogos também teria sido elaborado para evitar, sempre que possível, os horários de maior incidência solar e priorizar estádios cobertos em regiões mais quentes.





