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Caso Pedro Turra: Justiça suspende processo e solicita nova perícia sobre morte de adolescente

Justiça aceita pedido da defesa para nova perícia no IML e interrompe cronograma de decisão sobre levar ex-piloto ao Tribunal do Júri.

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Redação 360 Notícia
2 de junho de 2026 às 06:003 min
Caso Pedro Turra: Justiça suspende processo e solicita nova perícia sobre morte de adolescente
Foto: Reprodução
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A Justiça do DF suspendeu o processo contra o ex-piloto Pedro Turra, acusado pela morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos. A decisão ocorre após pedido da defesa para perícia complementar no IML, adiando a definição sobre o envio do caso ao júri popular. Enquanto isso, R$ 5,1 milhões do réu foram bloqueados.

O processo judicial que envolve o ex-piloto Pedro Turra, acusado de homicídio doloso pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, sofreu uma interrupção estratégica. A Justiça do Distrito Federal decidiu suspender o andamento da ação criminal antes de proferir a decisão sobre a realização de um júri popular. A medida, tomada após uma extensa audiência de instrução que se arrastou por cerca de dez horas, atende a uma solicitação da defesa do réu, que demandava esclarecimentos técnicos adicionais sobre as causas e circunstâncias médicas que levaram ao óbito do jovem.

Para compreender a relevância dessa suspensão, é necessário retomar o trágico episódio ocorrido em janeiro deste ano, na região administrativa de Vicente Pires. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil e o Ministério Público, Rodrigo foi agredido por Pedro Turra após um desentendimento banal. O jovem permaneceu internado durante 16 dias, lutando pela vida em uma Unidade de Tratamento Intensivo, mas não resistiu às complicações decorrentes das lesões sofridas e faleceu no início de fevereiro. O caso, que inicialmente era tratado como lesão corporal gravíssima, foi reclassificado para homicídio doloso (quando há intenção de matar ou se assume o risco de produzir o resultado) pela promotoria, dada a gravidade da conduta do agressor.

O ponto central que motivou a paralisação momentânea das etapas processuais foi o pedido de complementação da perícia técnica realizada pelo Instituto Médico Legal (IML). A defesa de Turra argumenta que existem lacunas e dúvidas no laudo original que precisam ser sanadas para garantir o pleno direito ao contraditório. O magistrado responsável pelo caso acatou o pedido, permitindo inclusive que um perito assistente, indicado pelos advogados do ex-piloto, acompanhe os novos procedimentos e exames laboratoriais. Essa fase de "esmiuçar" as provas periciais é considerada vital pela defesa para tentar desqualificar a intenção e a causalidade direta entre a agressão e a morte, o que poderia impactar na decisão de levar ou não o réu a um tribunal do júri.

Enquanto a esfera criminal aguarda os novos laudos periciais — processo que deve levar cerca de 20 dias —, a esfera cível avançou significativamente para proteger os interesses da família da vítima. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) determinou o bloqueio de bens de Pedro Turra em um valor que alcança os R$ 5,1 milhões. Essa medida assecuratória visa garantir que, em caso de condenação futura, existam recursos disponíveis para o pagamento de indenizações por danos morais e materiais aos familiares de Rodrigo Castanheira. Na denúncia original, o Ministério Público já havia estipulado um valor mínimo de R$ 400 mil a título de danos morais, evidenciando o rigor com que as autoridades estão tratando a responsabilidade civil do acusado.

O desfecho desta fase de instrução é aguardado com grande expectativa no cenário jurídico de Brasília. Caso o juiz, após analisar a perícia complementar, entenda que há indícios suficientes de autoria e prova da materialidade de um crime doloso contra a vida, o ex-piloto será "pronunciado", o que significa que ele será julgado por um conselho de sete cidadãos comuns (o júri popular). Por outro lado, a defesa aposta na minúcia dos dados médicos para tentar evitar esse caminho, buscando possivelmente uma desclassificação do crime para uma modalidade menos grave. Por enquanto, Pedro Turra permanece detido, e o cronograma judicial segue dependente do retorno das informações técnicas do IML.

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