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Caminhoneiro de 25 anos morre após grave capotamento na MGC-122, em Minas Gerais

O veículo transportava mangas da Bahia para São Paulo quando o condutor perdeu o controle no KM 143; perícia investigará as causas.

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Redação 360 Notícia
5 de junho de 2026 às 12:002 min
Caminhoneiro de 25 anos morre após grave capotamento na MGC-122, em Minas Gerais
Foto: Reprodução
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Um jovem caminhoneiro de 25 anos perdeu a vida após um capotamento na MGC-122, em Porteirinha. O veículo transportava mangas da Bahia para São Paulo. Equipes de resgate trabalharam no desencarceramento da vítima durante a madrugada.

Um grave acidente automobilístico tirou a vida de um jovem caminhoneiro de 25 anos na madrugada desta sexta-feira (5), na rodovia MGC-122, no município de Porteirinha, região do Norte de Minas Gerais. O veículo, um caminhão carregado com mangas, partiu da cidade de Urandi, no estado da Bahia, e tinha como destino final o mercado consumidor de São Paulo. Por volta das 3h da manhã, na altura do quilômetro 143, o motorista perdeu o controle da direção, resultando no capotamento do veículo, que parou às margens da pista de rolamento com as rodas para cima, deixando a cabine completamente destruída.

A ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ao chegarem ao local, os socorristas identificaram que a vítima estava presa às ferragens, o que exigiu uma operação complexa de desencarceramento. De acordo com informações da corporação de bombeiros, os militares precisaram utilizar equipamentos hidráulicos para cortar e afastar partes da estrutura metálica da cabine, permitindo que a equipe médica do Samu tivesse acesso direto ao condutor para uma avaliação clínica minuciosa dentro do que restou do habitáculo.

Apesar dos esforços das equipes de resgate, o óbito foi confirmado pelo médico da unidade de suporte avançado ainda no local do acidente. Uma vez constatado o falecimento, os bombeiros adotaram procedimentos de segurança padrão, como o desligamento do sistema elétrico do caminhão, visando prevenir possíveis incêndios ou explosões devido ao vazamento de combustível. A área foi isolada e preservada até a chegada da perícia técnica da Polícia Civil de Minas Gerais, que realizou os levantamentos necessários para documentar as condições da pista e do veículo no momento da tragédia.

Acidentes desse tipo na MGC-122 trazem à tona o debate recorrente sobre a segurança viária e as condições de trabalho dos transportadores de carga no Brasil. A rodovia é um importante corredor de escoamento da produção agrícola do Nordeste para os grandes centros do Sudeste, caracterizando-se por longos trechos de pista simples e tráfego intenso de veículos pesados. Fatores como a fadiga excessiva dos motoristas, que muitas vezes enfrentam jornadas exaustivas para cumprir prazos de entrega de produtos perecíveis — como era o caso da carga de mangas —, além de possíveis falhas mecânicas ou deficiências na sinalização e pavimentação, são elementos frequentemente investigados em fatalidades rodoviárias nessa região.

Após a liberação por parte dos peritos, os militares do Corpo de Bombeiros finalizaram a remoção total do corpo das ferragens, que foi entregue aos serviços funerários locais para os devidos encaminhamentos. A carga de frutas ficou espalhada pelo local e o veículo precisou de um serviço de guincho pesado para ser destombado. O caso agora segue sob os cuidados da Polícia Civil, que deverá instaurar um inquérito para apurar as causas exatas que levaram o jovem motorista a sair da pista e capotar. Para o setor de transporte, o episódio reforça a necessidade de vigilância constante sobre as normas de descanso e a manutenção dos veículos que cruzam as estradas mineiras diariamente.

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