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Bruno Guimarães quebra tabu de 40 anos ao desperdiçar pênalti pela Seleção em Copas

Volante iguala marca negativa de Zico ao perder penalidade contra a Noruega; Brasil não errava cobrança no tempo normal desde 1986.

Redação 360 Notícia
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9 de julho de 2026 às 21:003 min
Bruno Guimarães quebra tabu de 40 anos ao desperdiçar pênalti pela Seleção em Copas
Foto: Reprodução
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O volante Bruno Guimarães repetiu marca negativa de Zico ao desperdiçar cobrança contra a Noruega após 40 anos de eficácia brasileira em Mundiais.

A Seleção Brasileira viveu um momento de rara infelicidade estatística durante o confronto contra a Noruega, realizado no último domingo (5), válido pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. O volante Bruno Guimarães, peça fundamental no esquema tático da equipe, desperdiçou uma cobrança de pênalti que poderia ter alterado o rumo da partida. O erro, embora comum no futebol, ganha contornos históricos e negativos pela longevidade do tabu que quebrou: Guimarães tornou-se o primeiro jogador brasileiro a errar uma penalidade no tempo regulamentar de um Mundial em exatos 40 anos.

O contexto histórico remete à Copa do Mundo de 1986, realizada no México. Naquela ocasião, o ídolo Zico viveu um drama semelhante nas quartas de final contra a França. Ao entrar no segundo tempo, o "Galinho" teve a chance de colocar o Brasil à frente no placar, mas a sua cobrança foi defendida pelo goleiro Joel Bats. Desde aquele 21 de junho de 1986, todos os pênaltis marcados a favor do Brasil durante os 90 minutos ou na prorrogação de jogos de Copa haviam sido convertidos, excluindo-se as disputas por penalidades máximas após o término do tempo extra, que possuem estatísticas distintas.

O lance que envolveu Bruno Guimarães ocorreu em um momento de pressão no estádio. O árbitro assinalou a infração após uma jogada individual de profundidade do ataque brasileiro. Com a ausência do batedor oficial em campo no momento, o volante do Newcastle assumiu a responsabilidade da batida. Entretanto, a execução não saiu como o esperado; o goleiro adversário conseguiu fazer a leitura correta do canto e efetuou a defesa, frustrando a torcida brasileira presente e os milhões de telespectadores. Este dado estatístico ressalta a eficiência que a Seleção manteve nas últimas dez edições do torneio, período em que nomes como Romário, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Neymar mantiveram o aproveitamento total no quesito penalidades.

As implicações desse erro de Bruno Guimarães transcendem o simples registro acadêmico da história do futebol. Imediatamente após o apito final, analistas começaram a discutir a hierarquia de batedores da equipe comandada pela comissão técnica. Embora Guimarães seja reconhecido pela sua excelente técnica e controle de jogo, a falha em um momento decisivo reacende o debate sobre a preparação psicológica e a definição prévia de cobradores reservas. O Brasil, que historicamente lida bem com a pressão, agora precisa digerir o fato de que uma marca positiva de quatro décadas foi interrompida em um jogo que se mostrou mais difícil do que o esperado contra os escandinavos.

A partir de agora, o foco da Seleção Brasileira se volta para a correção de erros e o fortalecimento do emocional do grupo para a sequência da competição. Bruno Guimarães, apesar do erro histórico, continua sendo visto como um líder dentro do elenco, mas deverá passar por um processo de blindagem para evitar que a pressão externa comprometa seu desempenho físico e técnico. A comissão técnica informou que o roteiro de treinamentos para cobranças de bola parada será intensificado nos próximos dias, visando garantir que, caso uma nova oportunidade surja nas fases eliminatórias, o Brasil retome o caminho da eficácia que o acompanhou desde a era Zico até os dias atuais.

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