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Briga em estúdio de tatuagem termina com jovem internado em Santarém

Tatuador nega esfaqueamento e alega ter reagido a importunação sexual contra sua companheira; vítima sofreu traumatismo craniano.

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Redação 360 Notícia
1 de junho de 2026 às 03:003 min
Briga em estúdio de tatuagem termina com jovem internado em Santarém
Foto: Reprodução
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Confusão em estúdio de tatuagem no Pará deixa jovem gravemente ferido após denúncia de assédio e consumo de drogas. O agressor nega uso de faca e alega reação para defender companheira; vítima segue internada com traumatismo craniano em Santarém.

O município de Santarém, no oeste do Pará, foi palco de um episódio violento que envolveu alegações de assédio sexual, consumo de substâncias ilícitas e agressões físicas em um estúdio de tatuagem no bairro Jardim Santarém. O caso, ocorrido no último sábado (30), resultou no ferimento grave de um jovem identificado como Helyon Lara Lopes e trouxe à tona uma série de versões conflitantes sobre as circunstâncias que levaram à briga. O proprietário do estabelecimento, que foi conduzido à delegacia pela Polícia Militar, prestou depoimento e detalhou os eventos que antecederam o desfecho trágico, negando ter utilizado qualquer tipo de arma branca durante o confronto.

De acordo com o depoimento do tatuador, a reunião no estúdio contava com a presença de quatro pessoas: ele próprio, sua companheira, a vítima e um terceiro amigo. O ambiente, que deveria ser de descontração, foi marcado pelo consumo de álcool e entorpecentes. Enquanto o profissional afirma que estava consumindo apenas bebidas alcoólicas, ele relatou às autoridades que os outros dois rapazes presentes faziam uso de drogas ilícitas. A tensão teria escalado quando o tatuador supostamente flagrou Helyon cometendo um ato de assédio sexual contra sua parceira. Este evento teria sido o estopim para a reação violenta que se seguiu.

Em sua defesa, o tatuador nega veementemente as informações iniciais de que teria desferido facadas contra o convidado. Segundo sua versão, ele reagiu à importunação sexual desferindo três socos contra Helyon. O impacto das agressões físicas teria causado uma queda severa, resultando em um traumatismo cranioencefálico na vítima. O profissional também destacou que, apesar da gravidade da briga, prestou socorro imediato ao jovem, ajudando a colocá-lo em um veículo particular para que fosse transportado com urgência ao Pronto Socorro Municipal de Santarém, demonstrando que não havia a intenção de ocultar o ocorrido ou omitir auxílio.

A gravidade do estado de saúde de Helyon gerou uma onda de desinformação na cidade. Logo após a internação, circularem rumores de que o jovem teria sofrido morte cerebral ou que já teria vindo a óbito. No entanto, a equipe médica do Hospital Municipal de Santarém emitiu uma nota oficial desmentindo os boatos, esclarecendo que o paciente está internado com um trauma crânio-encefálico, mas que seu estado de saúde é atualmente considerado estável. A confusão também gerou revolta entre os familiares da vítima; a mãe do jovem teria ido até o estúdio de tatuagem e destruído diversos pertences e equipamentos de trabalho do tatuador como forma de protesto pelo ocorrido.

O desdobramento jurídico do caso ainda está em fase inicial. O tatuador foi localizado pela Polícia Militar na comunidade de Irurama, na região do Eixo Forte, e apresentado na Delegacia de Polícia Civil na mesma noite do crime. Após prestar seu depoimento ao delegado de plantão e fornecer os detalhes sobre a dinâmica dos fatos — incluindo as acusações de assédio que teriam motivado sua reação —, ele foi liberado para responder ao processo em liberdade, enquanto o inquérito segue em curso. A polícia deve agora ouvir as demais testemunhas presentes no local e aguardar a recuperação da vítima para colher seu depoimento e esclarecer se houve, de fato, a utilização de armas ou se as lesões foram decorrentes exclusivamente do confronto físico direto.

Este caso levanta importantes debates na sociedade santarena sobre a combinação perigosa de abuso de substâncias e violência interpessoal. A investigação agora se debruçará sobre as provas periciais no local do crime e nos registros médicos para corroborar ou contestar as versões apresentadas. Enquanto isso, a segurança em estabelecimentos comerciais que funcionam fora do horário convencional e o rigor nas leis contra assédio sexual permanecem em pauta, evidenciando como conflitos de ordem privada podem escalar rapidamente para tragédias de repercussão pública.

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