Aulas são suspensas em escola estadual de Teresina após furto de cabos elétricos e prisão de suspeito
Unidade em Teresina teve cabos furtados, interrompendo calendário pedagógico; polícia prendeu suspeito em posse do material e de uma arma branca.

O Centro de Ensino de Tempo Integral Governador Alberto Silva, em Teresina, suspendeu as aulas após criminosos furtarem a fiação elétrica da unidade. Um suspeito foi preso com o material e uma arma branca. O fornecimento de energia deve ser normalizado apenas na próxima segunda-feira.
A comunidade escolar do Centro de Ensino de Tempo Integral (CETI) Governador Alberto Silva, situado no bairro Lourival Parente, região Sul de Teresina, enfrentou uma paralisação forçada nas atividades pedagógicas nesta semana. A suspensão total das aulas ocorreu após a unidade de ensino ser alvo de uma ação criminosa que resultou no furto de grande parte da fiação elétrica da estrutura. O ato de vandalismo e roubo comprometeu o funcionamento de equipamentos básicos, sistemas de refrigeração e iluminação, tornando inviável a permanência de alunos e professores no local sob o forte calor característico da capital piauiense.
O crime foi percebido pelo vigilante de plantão na escola, que flagrou a invasão e acionou imediatamente as autoridades de segurança pública. De acordo com informações do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRone), a resposta rápida da guarnição permitiu o rastreio das características do suspeito. Pouco tempo depois, os policiais localizaram o indivíduo em um galpão de reciclagem nas proximidades. No momento da abordagem, o material subtraído da escola foi recuperado, e os agentes apreenderam uma faca que estava em posse do detido, utilizada possivelmente para cortar os cabos de cobre.
Este episódio reacende o debate sobre a vulnerabilidade de prédios públicos e o impacto social dos crimes contra o patrimônio educacional. O furto de cabos de energia tornou-se uma prática recorrente em centros urbanos brasileiros devido ao valor de revenda do cobre no mercado clandestino. Contudo, as consequências para a sociedade transcendem o prejuízo material: no caso de Teresina, dezenas de jovens tiveram seu calendário letivo interrompido, prejudicando o fluxo de aprendizado em uma modalidade de ensino integral, onde a permanência prolongada na escola é fundamental para o desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes.
A Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc) manifestou-se por meio de nota oficial, confirmando que a direção da unidade escolar já adotou todas as medidas administrativas e legais cabíveis. A equipe de engenharia e manutenção foi mobilizada para realizar os reparos necessários na rede elétrica. A previsão oficial é que o fornecimento de energia seja totalmente normalizado e as atividades escolares sejam retomadas na próxima segunda-feira, dia 8. Enquanto isso, a polícia investiga a participação de terceiros, uma vez que o proprietário do estabelecimento de reciclagem onde o material foi encontrado será intimado para prestar esclarecimentos sobre a origem dos itens que estava recebendo.
Para o leitor brasileiro, especialmente o piauiense, este caso serve como um alerta sobre a necessidade de maior rigor na fiscalização de ferros-velhos e pontos de reciclagem, que muitas vezes servem de receptadores para produtos de origem ilícita. Sem o mercado para a venda do material furtado, a incidência desses crimes tende a diminuir. Além disso, o reforço da vigilância em instituições de ensino aparece como uma demanda urgente para garantir que o direito à educação não seja violado por ações de insegurança pública. A expectativa agora é que a reposição dos cabos ocorra dentro do prazo estipulado para minizar as perdas pedagógicas dos alunos do CETI Governador Alberto Silva.





