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Ativista ambiental acusa CPFL de causar danos em Área de Preservação Permanente em Sorocaba

Denúncia protocolada no sistema estadual aponta destruição de vegetação ciliar na Alameda Itapira; concessionária afirma que ação visa segurança da rede.

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Redação 360 Notícia
31 de maio de 2026 às 19:003 min
Ativista ambiental acusa CPFL de causar danos em Área de Preservação Permanente em Sorocaba
Foto: Reprodução
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Ativista ambiental denuncia a CPFL por suposta destruição de mata nativa às margens do Rio Sorocaba durante manutenção de rede elétrica. A companhia defende que a ação foi preventiva e dentro da faixa de servidão, enquanto ambientalistas pedem punição e recuperação da área degradada.

Uma intervenção técnica realizada pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) na Alameda Itapira, em Sorocaba, interior de São Paulo, gerou uma denúncia formal de crime ambiental protocolada nesta terça-feira (26). O ativista Claudinei de Jesus Oliveira, integrante de organizações de defesa do meio ambiente como o Núcleo Ecológico Morro de Ipanema (Nemi) e o coletivo Justiça Climática Sorocaba, afirma que a operação de limpeza da rede elétrica resultou na supressão irregular de vegetação nativa em uma área extremamente sensível. O caso ganha relevância por envolver as margens do Rio Sorocaba, um dos principais corpos hídricos da região, que historicamente sofre com os impactos do desenvolvimento urbano e da pressão industrial.

A denúncia foi encaminhada oficialmente por meio do Sistema Integrado de Gestão Ambiental (Sigam), plataforma da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo. De acordo com o relato do ambientalista, a intervenção promovida pela concessionária de energia teria avançado para além da área técnica necessária, atingindo frontalmente a zona de mata ciliar. O ativista argumenta que o corte das árvores comprometeu a proteção natural do solo, facilitando processos erosivos que podem levar ao assoreamento do rio e prejudicar a biota local. A queixa destaca que, embora a manutenção de redes elétricas seja um serviço público essencial, ela deve ser rigorosamente submetida aos parâmetros das Áreas de Preservação Permanente (APP), conforme estabelece o Código Florestal Brasileiro.

O cenário descrito na queixa ambiental aponta que a destruição da cobertura vegetal na Alameda Itapira desconfigurou o ecossistema protetor que circunda o leito do Rio Sorocaba. Para Claudinei Oliveira, a ação não pode ser encarada apenas como uma poda preventiva rotineira, mas sim como uma infração grave contra o patrimônio ecológico do município. O ambientalista pleiteia, junto aos órgãos de fiscalização estaduais e municipais, que seja realizada uma vistoria técnica imediata no local para o embargo de qualquer atividade futura sem licenciamento adequado, além da aplicação de multas severas e a exigência de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) para mitigar os danos infligidos à vegetação ciliar.

Em sua defesa, a CPFL Piratininga, braço da distribuidora que opera na região de Sorocaba, negou irregularidades e contextualizou a ação como parte de um planejamento técnico obrigatório. Em nota oficial, a empresa esclareceu que o manejo da vegetação ocorreu em uma extensão limitada de cinco metros, respeitando a chamada "faixa de servidão" — espaço que deve ser mantido livre de obstáculos para garantir a segurança e a continuidade do fornecimento de energia elétrica. A companhia enfatizou que a remoção ou poda visa evitar que galhos e árvores atinjam os alimentadores da rede, o que poderia causar apagões ou curtos-circuitos, especialmente em períodos de tempestades. Segundo a distribuidora, o serviço faz parte de seu calendário preventivo de manutenção.

Para o leitor brasileiro, o embate entre a expansão da infraestrutura urbana e a preservação ambiental é um tema recorrente e complexo. No caso específico de Sorocaba, a proteção do rio homônimo é uma luta de décadas, envolvendo projetos de despoluição e revitalização das margens. A retirada de vegetação em áreas de APP sem o devido acompanhamento ambiental pode acelerar a perda de biodiversidade urbana e agravar o microclima local. Os próximos passos dependerão da análise do órgão fiscalizador do Sigam, que deverá determinar se a CPFL obedeceu aos limites geográficos e legais ou se houve abuso na execução do trabalho. Até o fechamento deste relatório, a Prefeitura de Sorocaba ainda não havia se manifestado sobre a fiscalização municipal no local.

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