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Atentado a tiros deixa homem e criança de 10 anos feridos em Arapiraca

O principal suspeito, ex-cunhado de uma das vítimas, está foragido; crime ocorreu no último domingo no Agreste de Alagoas.

Redação 360 Notícia
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4 de agosto de 2026 às 11:003 min
Atentado a tiros deixa homem e criança de 10 anos feridos em Arapiraca
Foto: Reprodução
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Um homem e uma menina de 10 anos foram baleados em Arapiraca. O principal suspeito é o ex-cunhado da vítima, que fugiu após o crime motivado por brigas familiares.

Uma ação violenta registrada no último domingo (2) chocou os moradores do município de Arapiraca, localizado na região do Agreste de Alagoas. Um atentado a tiros resultou em duas pessoas feridas, sendo um homem adulto e uma criança de apenas 10 anos de idade. O episódio ocorreu em plena luz do dia e mobilizou diversas equipes de segurança e saúde da localidade. Segundo as primeiras informações colhidas pelas autoridades policiais, o ataque teria sido motivado por questões interpessoais e conflitos familiares, elevando o clima de insegurança na segunda maior cidade do estado.

De acordo com o relatório fornecido pela Polícia Militar de Alagoas, as vítimas foram prontamente identificadas, porém seus nomes foram preservados para garantir a segurança e a privacidade durante as investigações. O homem atingido sofreu uma perfuração por projétil de arma de fogo na perna esquerda e, durante a confusão ou tentativa de se proteger, acabou sofrendo também uma fratura no braço direito. Já a criança, uma menina de 10 anos, foi baleada na perna direita. O cenário no local do crime era de desespero por parte de vizinhos e familiares que presenciaram a rapidez da ação criminosa.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado imediatamente após os disparos serem ouvidos na região. As equipes médicas realizaram os primeiros socorros ainda no local da ocorrência para estabilizar os feridos e evitar complicações maiores, como hemorragias severas. Após os procedimentos iniciais de urgência, tanto o homem quanto a criança foram encaminhados para o Hospital de Emergência do Agreste (HEA). Até o fechamento desta reportagem, a unidade hospitalar não havia divulgado um boletim detalhado sobre o quadro clínico das vítimas, embora ambos tenham chegado conscientes ao hospital.

As investigações preliminares apontam que o principal suspeito de efetuar os disparos é o ex-cunhado do homem baleado. Testemunhas locais relataram às autoridades que o indivíduo é conhecido na região por suposto envolvimento com o tráfico de entorpecentes e que vinha proferindo ameaças constantes contra o atual companheiro de sua ex-mulher. No momento do crime, o suspeito teria tentado alvejar o atual parceiro da ex-esposa, mas o ex-cunhado interveio na tentativa de evitar o homicídio e acabou se tornando o alvo dos tiros. A dinâmica de como a criança foi atingida ainda está sendo apurada, mas a suspeita é de que ela tenha sido vítima de bala perdida durante o confronto.

A Polícia Civil de Alagoas já iniciou os procedimentos de coleta de depoimentos para formalizar o inquérito. O suspeito fugiu logo após o crime e segue com paradeiro desconhecido. Unidades da Polícia Militar realizaram buscas intensas por diversos bairros periféricos de Arapiraca, mas, até o momento, nenhuma prisão foi efetuada. A segurança pública na região do Agreste tem sido um tema de debate frequente, e este novo episódio de violência urbana reforça a necessidade de patrulhamento ostensivo e inteligência para desarticular grupos ligados ao comércio ilegal de drogas, que frequentemente estão por trás de crimes passionais e acertos de contas.

Nos próximos dias, espera-se que novas perícias sejam realizadas no local do atentado para identificar o calibre da arma utilizada e outros elementos que possam ajudar na localização do agressor. O Conselho Tutelar e órgãos de proteção à infância também devem acompanhar o caso da menina de 10 anos, que enfrenta agora o trauma psicológico de ter sido alvejada. A população é encorajada a utilizar canais de denúncia anônima para fornecer qualquer informação que leve à captura do responsável, garantindo que o caso não fique impune diante da gravidade das lesões causadas a um adulto e, especialmente, a uma criança vulnerável.

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