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As pessoas que precisam de terapia, não vêm até nós, suas vítimas vêm

ele aponta para um paradoxo: muitas vezes, quem mais carrega feridas emocionais não busca ajuda diretamente. São pessoas tóxicas que exaure suas formas, mina su

28 de março de 2026 às 12:262 min
As pessoas que precisam de terapia, não vêm até nós, suas vítimas vêm
Foto: Reprodução
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ele aponta para um paradoxo: muitas vezes, quem mais carrega feridas emocionais não busca ajuda diretamente. São pessoas tóxicas que exaure suas formas, mina sua autoestima e acaba com sua confiança.

Há mais ou menos uma semana, li uma frase que faz todo sentido. Essa frase traz uma reflexão poderosa sobre a dinâmica da terapia e da dor humana. Quando o terapeuta diz: “as pessoas que precisam de terapia, não vêm até nós, suas vítimas vêm”, ele aponta para um paradoxo: muitas vezes, quem mais carrega feridas emocionais não busca ajuda diretamente. São pessoas tóxicas que exaure suas formas, mina sua autoestima e acaba com sua confiança.

Isso faz sentido porque o sofrimento não elaborado raramente fica contido em quem o carrega. Ele transborda em forma de agressividade, negligência, manipulação ou até silêncio pesado. Assim, quem está ao redor se torna vítima indireta desse peso. A terapia, nesse caso, não é apenas um espaço de cura individual, mas também um lugar de proteção e reconstrução para quem tenta sobreviver ao impacto da dor alheia. Daí é que vem a possessividade, a manipulação sua e de outros, para deixar você com a sensação de dependência desse tipo de vida social, a escravização de amizade, de sentimento o controle obsessivo sobre tudo na sua vida.

Esse pensamento também revela uma verdade dura: nem sempre quem mais precisa de ajuda está disposto ou consciente de que precisa dela. O medo de se confrontar, a negação podem impedir o caminho até o consultório. Por isso, muitas vezes, o processo terapêutico começa com quem busca entender como lidar com o sofrimento que não é seu, mas que o afeta profundamente.

No fundo, essa frase nos lembra que a saúde mental não é apenas uma questão individual — ela reverbera em círculos, em relações, em comunidades. E talvez o primeiro passo para quebrar esse ciclo seja justamente apoiar quem já teve coragem de buscar ajuda, mesmo que não seja “o causador” da dor, mas alguém que carrega suas consequências.

Antonio Marcos de Souza

#tóxicas#autoestima#confiança#cuidado#terapia#ajuda

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