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Após perdas e riscos, mãe supera trombofilia e compartilha história de resiliência no interior de SP

Residente de Presidente Prudente enfrentou abortos e gestações críticas antes de diagnóstico de trombofilia e autismo.

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Redação Automática
9 de maio de 2026 às 12:002 min
Após perdas e riscos, mãe supera trombofilia e compartilha história de resiliência no interior de SP
Foto: Reprodução
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A moradora de Presidente Prudente superou perdas gestacionais e negligência médica ao enfrentar a trombofilia. Além das vitórias na saúde, ela descobriu o diagnóstico de autismo após a maternidade.

A trajetória da corretora de imóveis Lisandra Cavicchio Brandão Cerqueira, de 31 anos, é um relato de resistência contra adversidades clínicas e diagnósticos tardios. Natural de Presidente Prudente, no interior paulista, ela enfrentou a perda de dois bebês e gestações marcadas pela insegurança antes de descobrir que possui trombofilia. A condição genética, que altera a coagulação do sangue e oferece sérios riscos à evolução da gravidez, foi inicialmente subestimada por profissionais de saúde, sendo tratada até como fator psicológico em episódios anteriores.

A confirmação do problema só veio após situações críticas, como o nascimento prematuro de seu segundo filho, que exigiu reanimação imediata após um sofrimento fetal agudo. A partir de então, a rotina de Lisandra passou a incluir aplicações diárias de anticoagulantes, conhecidas carinhosamente como "picadinhas do amor". Mesmo com fobia de agulhas e novas complicações de saúde, como diabetes gestacional, ela conseguiu levar adiante a gestação de seu terceiro filho, consolidando o que define como uma vitória da vida sobre as estatísticas médicas.

Além dos desafios físicos, a maternidade trouxe para Lisandra um processo de autodescoberta profunda. Ao investigar o desenvolvimento dos filhos, ela recebeu o diagnóstico de autismo, o que trouxe clareza sobre comportamentos e dificuldades que enfrentou desde a juventude. Hoje, a corretora concilia a rotina de cuidados com os filhos e o tratamento da trombofilia com a corrida de rua, atividade que utiliza para manter o equilíbrio emocional e superar limites pessoais.

Com o desejo de transformar sua dor em apoio, Lisandra compartilha sua experiência para encorajar outras mulheres que lidam com a maternidade atípica e distúrbios de coagulação. Para ela, a presença de seus três filhos é a materialização de uma luta que exigiu coragem diante da negligência e resiliência nos momentos de UTI neonatal. Sua mensagem é de perseverança para que outras mães não desistam de buscar respostas e tratamentos adequados.

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