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Aeroporto do Recife registra alta em incidentes com aves e acende alerta de segurança aérea

Com 130 ocorrências registradas em 2025, capital pernambucana ocupa 10ª posição nacional no ranking de colisões e alerta para riscos na turbina.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
Publicado em 9 de outubro de 2026 às 08:003 min
Aeroporto do Recife registra alta em incidentes com aves e acende alerta de segurança aérea
Foto: Reprodução
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Dados do Cenipa colocam o terminal pernambucano como o 2º do Nordeste com mais colisões entre aves e aviões em 2025, totalizando 130 ocorrências. Entenda os riscos e as causas apontadas por especialistas.

O Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre consolidou-se em uma posição preocupante no cenário da segurança aeroportuária nacional. De acordo com dados recentes divulgados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o terminal pernambucano ocupa agora a 10ª colocação no ranking brasileiro de incidentes envolvendo colisões entre aeronaves e pássaros, fenômeno tecnicamente conhecido no setor aéreo como "birdstrike". No recorte regional, a capital de Pernambuco aparece como a segunda cidade com maior incidência de eventos desse tipo no Nordeste, ficando atrás apenas do Aeroporto de Salvador, na Bahia. O cenário acende um alerta para autoridades e operadoras aéreas sobre os riscos operacionais na região.

O tema ganhou repercussão pública imediata após um grave incidente ocorrido na última segunda-feira, envolvendo uma aeronave da companhia Gol. Durante o procedimento de voo, um pássaro foi sugado por uma das turbinas do avião, provocando um princípio de incêndio no motor. A gravidade da situação exigiu uma resposta rápida da tripulação, que seguiu os protocolos de segurança para realizar um pouso de emergência e retornar ao terminal de origem. Embora o episódio não tenha deixado feridos, ele ilustra a vulnerabilidade do sistema de transporte aéreo diante da fauna urbana e silvestre que circunda as pistas de pouso e decolagem.

As estatísticas compiladas pelo Cenipa referentes ao ano de 2025 são reveladoras: foram registradas 130 colisões confirmadas no Aeroporto do Recife. Além dos choques diretos, o órgão contabilizou 54 avistamentos de aves em áreas críticas de operação, momentos em que, embora não tenha havido impacto, o risco foi iminente e exigiu atenção redobrada dos pilotos e da torre de controle. Especialistas em segurança de voo apontam que o crescimento desses números ao longo do tempo reflete uma combinação de fatores geográficos e urbanos que tornam o entorno do aeroporto atrativo para diversas espécies de aves, especialmente os urubus.

Uma das principais causas apontadas para a alta concentração de aves na região é a proximidade de um aterro sanitário e de áreas de descarte de resíduos orgânicos nas vizinhanças do terminal. A presença de lixo a céu aberto funciona como um polo de alimentação para aves de grande porte, que acabam cruzando as rotas de aproximação e saída dos jatos. O problema é complexo, pois envolve não apenas a gestão aeroportuária, mas também o planejamento urbano e a fiscalização ambiental das áreas periféricas. Quando uma ave colide com uma turbina, o impacto pode causar danos estruturais severos e a perda imediata de potência, colocando em risco a integridade do voo.

Diante do aumento das ocorrências, os próximos passos envolvem uma coordenação mais estreita entre a administradora do aeroporto e a prefeitura local. É necessária a implementação de medidas mais rigorosas de controle de fauna, que podem incluir desde o remanejamento de focos de atração de aves até o uso de tecnologias de dispersão, como falcoaria ou sistemas sonoros. A segurança da aviação civil depende da mitigação desses riscos ambientais para garantir que o Aeroporto do Recife possa operar com a eficiência necessária sem comprometer a segurança dos milhares de passageiros que transitam diariamente pelo principal hub aéreo de Pernambuco.

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Autor: Antonio Marcos de Souza

Publicado: 9 de outubro de 2026 às 08:00

Atualizado: 9 de outubro de 2026 às 08:00

Fonte: apuração editorial e informações públicas disponíveis

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